Empresa vai comercializar a "marca" Flamengo
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segunda-feira, 19 de abril de 1999
Por Felipe Werneck 
Rio, 20 (AE) - O presidente do Flamengo, Edmundo Santos Silva, apresentou hoje o planejamento de marketing do clube para os próximos 24 meses, que prevê uma série de mudanças, entre elas a criação de uma receita de merchandising de US$ 500 mil e a reestruturação do formato de licenciamento de produtos do clube. Silva informou também que a empresa de marketing esportivo ISL, que negocia um contrato com o clube há 50 dias, deverá apresentar uma proposta definitiva até a próxima semana.
"Com 24 milhões de torcedores no Brasil, o Flamengo tem potencial para ser a maior marca de esporte do mundo", afirmou. Silva não quis adiantar os termos da proposta. Ele disse que representantes da empresa vieram ao País para conhecer o clube e assistiram à vitória do Flamengo na final da Taça Guanabara, contra o Vasco, domingo, no Maracanã. "São cifras inigualáveis, mas não posso revelar porque assinamos um termo de confidencialidade", afirmou. "Eles (a ISL) conhecem todos os nossos problemas."
O presidente do Flamengo afirmou que recebeu outra proposta, intermediada pelo ex-presidente do clube, Kleber Leite
mas que a da ISL é "infinitamente" superior. "Nosso conselho jurídico vai aprovar o que for melhor para o Flamengo", disse. O clube vai criar uma S.A. para associar-se à empresa que será anunciada. "Isso vai auxiliar-nos na resolução de problemas com a Lei Pelé."
LICENCIAMENTO - O Flamengo possui um contrato de R$ 4,5 milhões por ano com a Petrobrás - até 2003 - e de R$ 4 milhões com a Umbro, até 2004. O clube quer aumentar em sete vezes a receita de licenciamento, que em 1998 foi de US$ 372 mil. O Flamengo tem 800 produtos licenciados.
Entre as propostas de desenvolvimento da marca do clube, o vice-presidente de Marketing do Flamengo, Luiz Lobão, disse que está negociando com o estúdio Dreamworks, do cineasta Steven Spielberg, a criação de um novo símbolo para o clube. "Eles cobraram US$ 40 mil, mas só teríamos direito de explorar a marca por dois anos", disse Lobão. "Estamos em negociação."


