Imagem ilustrativa da imagem Empresa que trouxe jogo do Corinthians para Londrina reclama de falta de estrutura
| Foto: Marcos Zanutto/Folha de Londrina



Responsável pelo site Meu Bilhete, que vendeu ingressos para a partida disputada entre Ferroviário (CE) e Corinthians (SP) em Londrina, na quinta-feira (7), Leandro Brito reclama de suposta falta de estrutura no Estádio do Café e afirma que os problemas teriam favorecido cerca de 3 mil torcedores com bilhetes falsos. Segundo ele, em todos os jogos disputados na arena e que a empresa cuida da bilheteria, ocorrem furtos de cabos de energia elétrica, o que prejudica o controle na entrada do estádio, devido ao mau funcionamento das catracas. O presidente da FEL (Fundação de Esportes de Londrina), Fernando Madureira, rebate as acusações dizendo que a equipe não foi acionada para solucionar qualquer problema durante o jogo e que os contratantes descumpriram várias exigências.

No jogo entre Ferroviário (CE) e Corinthians, pela Copa do Brasil, o público total registrado foi de 20.430 torcedores, mas suspeita-se que o número de pessoas era muito maior que o anunciado. Brito afirma que o problema foi dessa falta de controle, que pode ter possibilitado o uso de ingressos falsos, deixando a entender que a conferência para avaliar se o bilhete era original ou falsificado foi prejudicada. "Não foi só no jogo do Corinthians. O Estádio do Café possui um problema de estrutura elétrica muito sério. Em todo jogo, há roubo de fios elétricos", declarou à FOLHA.

O gestor do Londrina Esporte Clube, Sérgio Malucelli, que também utiliza os serviços do site Meu Bilhete, diz ter se reunido com Brito e um dos pontos abordados no encontro foi justamente esta questão. O gestor destacou que, se o problema continuar, pode prejudicar até o programa Sócio Torcedor do LEC. "O Leandro veio reclamar disso com a gente e falou que não traz mais jogo grande para cá. Ele disse que, se perder o controle de entrada em um jogo e as catracas não funcionarem, amanhã ou depois o Londrina pode perder o mando de jogo", aponta. "A prefeitura sabe dos problemas na estrutura elétrica há anos. Essa questão de furtos de cabos é um problema sério. Isso não deveria existir. Eles tiveram os rendimentos desses jogos grandes, então por qual motivo eles não investem no próprio estádio? A gente vem sofrendo há anos com isso", declarou Malucelli.

Ao se defender, Fernando Madureira aponta que a empresa responsável pela bilheteria não cumpriu o que estava estabelecido no contrato de aluguel do estádio. "Ele não colocou gerador de energia elétrica, não colocou banheiros químicos, permitiu excesso de vendedores ambulantes e não respeitou o pedido de colocar oito catracas em cada entrada do estádio. Durante a partida, em nenhum momento ele procurou a gente [para falar dos supostos problemas]. Tínhamos três engenheiros elétricos no local e eles não foram acionados. Ele [Brito] não cumpriu o que tinha que fazer, fez um negócio 'lambido' e jogou nas nossas costas", diz o presidente da FEL. "Quando o Palmeiras veio, todos os itens foram cumpridos e a gente não teve problema. Por que com ele teve isso? Tem algo estranho aí."

Madureira está no Rio de Janeiro e garante que, no relatório da partida, nenhum problema em relação a furto de cabos elétricos foi mencionado.

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