Empresa que fez segurança não estava regularizada
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Evandro Fadel<BR> Agência Estado 
Curitiba - A Defenser Vigilância e Serviços, empresa que cedeu os seguranças utilizados pelo Coritiba na partida contra o Fluminense, que terminou em pancadaria com a invasão de campo por torcedores, não está autorizada pela Polícia Federal para prestar esse tipo de serviço. O clube paranaense, em uma nota oficial divulgada ontem, disse que tinha conhecimento da situação.
A Delegacia de Segurança Privada da PF deve lavrar auto de encerramento das atividades não autorizadas da empresa, enquanto o clube será notificado sobre a ilegalidade de contratar a Defenser.
Estava assistindo ao jogo em casa e, pelas imagens, já observei falhas, disse o presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado do Paraná (Sindesp), Jéferson Furlan Nazário. No dia seguinte, após receber telefonemas confirmando que a empresa era irregular, ele fez a notificação à PF.
Não se pode ver só o preço na hora da contratação, destacou Jéferson Furlan Nazário. Segundo ele, uma empresa regularizada faria um plano de segurança, com rotas de fuga e uma série de quesitos para evitar que os torcedores mais inflamados invadissem o campo.
Segundo o agente da PF, Wilson Ferreira Bonfim, o órgão deve reiterar a orientação a entidades que organizam grandes eventos para que contratem somente empresas regularizadas de acordo com a Lei 7.102 e Decreto 89056.
A assessoria do Coritiba disse que a empresa presta serviço ao clube há cerca de 15 anos, mas teria mudado de proprietário recentemente e estava em processo de regularização. Em uma nota, o clube reconheceu que sabia da pendência. Por orientação da PF, (o Coritiba) já havia solicitado providências à empresa - que presta serviços ao clube e outros da capital - para que se regularizasse nos termos da referida orientação. Tal solicitação já estava sendo providenciada pela mesma, afirmou a nota.


