Empresa de TV a cabo não vai transmitir jogos para Londrina
Janaina Tupan Frare
De Londrina
SporTV acatou pedido da CBF e vai suspender as partidas do Grupo A para a região já a partir de amanhã
A partir de amanhã, os asssinantes da Net Londrina não poderão mais assistir aos jogos ao vivo da Seleção Brasileira, pelo Grupo A do Torneio Pré-Olímpico, sem sair de casa. A SporTV, que estava transmitindo os jogos para os assinantes de Londrina, resolveu aceitar o pedido da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), para suspender a transmissão das partidas.
Na sexta-feira, a Procuradoria Geral do município denunciou a CBF, por descumprimento do contrato de compra e venda do evento. De acordo com o procurador do município, Eduardo Duarte Ferreira, o contrato proíbe a transmissão dos jogos num raio de 90 quilômetros de Londrina. O que gerou a confusão foi a não especificação no contrato de restrição também para a transmissão por TVs em circuito fechado, no caso, a TV a cabo.
O prefeito Antônio Belinati (PFL) diz que até é favorável à abertura de transmissão para a região de Londrina, mas se a TV colaborasse com os custos que a Prefeitura está tendo por sediar o torneio na cidade. A TV cobra dos seus anunciantes um valor alto para veicular as propagandas durante os jogos. Seria justo que pagassem alguma coisa pela transmissão, porque quem está investindo, e alto, é a Prefeitura, explica Belinati.
A Prefeitura de Londrina pagou R$ 2,175 milhões à CBF, para ter o direito de sediar o evento. A preocupação é de que os torcedores londrinenses deixem de comparecer ao estádio e se reúnam em bares ou casas de amigos para assistir aos jogos transmitidos pela TV, dando prejuízo para a bilheteria que será toda destinada à Prefeitura.
A decisão já começa a trazer os primeiros prejuízos. A Net Londrina, por exemplo, utilizou os jogos do Pré-Olímpico numa promoção para conquistar novos assinantes, baixando o preço da adesão de R$ 80 para R$ 10. Os dez reais seriam destinados para a compra de material escolar de crianças carentes.
Segundo a coordenadora de Marketing da Net, Morgana Monteiro, a empresa já havia feito um investimento para a veiculação de propagandas para esta campanha e, agora, ficou com o investimento perdido. O pior é o incômodo causado aos assinantes, que pretendiam assistir aos jogos e vão cobrar isso da nossa empresa.
A SporTV alega que não agiu de má-fé, pois está acostumada com contratos que especificam a proibição também para televisões por assinatura. Quando isso acontece, aderimos ao sistema pay-per-view (pague pra ver), que permite ao assinante pagar para assistir aos torneios mesmo com a proibição, explica a analista de Marketing da SporTV, Luciana Paiva.
O Shopping Royal Plaza, também já soma os prejuízos. No início do Torneio Pré-Olímpico na cidade, o shopping lançou a campanha Gol de Placa, que vai premiar 100 consumidores com camisetas e bonés, além de entradas para assistir ao vivo à final do torneio.
A outra estratégia de marketing utilizada pelo shopping foi instalar um telão na praça de alimentação para atrair os consumidores. Só no domingo passado, com a transmissão pela SportTV, mais de 600 pessoas assistiram ao jogo do Brasil no shopping.





