São Paulo, 26 (AE) - Enquanto 20 equipes sul-americanas correm atrás do milionário prêmio da 2.ª Copa Mercosul, fora de campo as redes de televisão investem, cada vez mais no torneio, que em 1998 registrou índices de audiência impressionantes. Os direitos da competição pertencem à empresa de marketing T & T, com sede nas Ilhas Cayman. A Traffic é a sócia brasileira, que negocia com os clubes do País.
Os prêmios serão distribuídos em cotas. Na primeira fase, os clubes receberão US$ 200 mil por mando de jogo (três), nas quartas-de-final, US$ 400 mil; nas semifinais, US$ 600 mil e, nas finais, o campeão ganhará US$ 3 milhões, totalizando US$ 4,6 milhões. O vice receberá US$ 1 milhão, chegando aos US$ 2,6 milhões.
No Campeonato Paulista deste ano, por terem chegado à final, Corinthians e Palmeiras receberam da federação US$ 3,8 milhões em toda a competição. O diretor-financeiro da Traffic, Antônio José Serpa, afirma que a exposição internacional também atrai os clubes. "É um clássico atrás de outro." Segundo ele, em 1998, mesmo sem investir, o SBT, que tinha a exclusividade da transmissão, teve média de 18 pontos de audiência. "Nas finais (Palmeiras x Cruzeiro) registraram-se 28 pontos."
Para o gerente de Esportes da Rede Bandeirantes, Marcelo Madeira, que em 1998 estava no SBT, a expectativa pela transmissão é grande. "A Bandeirantes terá a exclusividade na tevê aberta, o que terá retorno certo", diz. "Além disso, vamos investir na transmissão, com reportagens, ao contrário do que fez o SBT." A SporTV, a cabo, também fará a cobertura do torneio.
Os critérios técnicos e os clubes participantes são os mesmos da primeira edição. Classificam-se para as quartas-de-final, em turno e returno, a melhor equipe de cada um dos cinco grupos e mais três segundos colocados por índice técnico. A Confederação Sul-Americana de Futebol não permite a escalação do elenco reserva. Em 1998, o Vasco descumpriu a regra e teve de desculpar-se para receber de volta o valor da multa (50% da cota).

mockup