Curitiba - O Paraná registrou em fevereiro a maior taxa de emprego industrial desde dezembro de 2001. O crescimento foi de 5,4%, na comparação com fevereiro de 2002. Em relação a janeiro deste ano, também houve aumento, de 1%. No Brasil, houve alta de 1,1% e queda de 0,2%, respectivamente. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O emprego industrial no Paraná registrou a sétima alta consecutiva e superou a taxa de janeiro deste ano, de 3,1%, que havia sido a maior desde o final de 2001. De acordo com a economista do departamento de indústria do IBGE, Denise Cordovil, o nível de emprego industrial, assim como a produção, foi impulsionado pelo dinamismo da agroindústria. A produção teve aumento de 9,1% em fevereiro, de acordo com pesquisa também do IBGE, publicada ontem.
Os setores que mais empregaram no Paraná foram máquinas e equipamentos exceto eletroeletrônicos (16,4%), madeira (21%) e alimentos e bebidas (4,7%), todos ligados à agricultura. ''O setor de máquinas teve influência do aumento de produção do maquinário agrícola'', disse Denise.
O desempenho negativo em fevereiro, tanto na taxa regional quanto nacional, ficou por conta do ramo de outros produtos da indústria da transformação (que inclui desde bicicletas e brinquedos a canetas). O índice foi de -21,06% no Paraná e de -7,4% no Brasil.
Os setores que se destacaram no nível de emprego nacional foram o de alimentos e bebidas, com alta de 3,4%; máquinas e equipamentos exceto eletroeletrônicos, 8,1%, e produtos de metal, com 5,1%. Dez dos 18 setores pesquisados apresentaram aumento no nível de emprego.
Na contramão dos indicadores positivos, a renda do trabalhador continua caindo. A renda média da indústria nacional caiu 5,7% em relação a fevereiro de 2002. Houve redução em 12 dos 14 locais pesquisados. No Paraná, a queda é mais acentuada: 7,1%. ''Isso mostra as dificuldades no mercado de trabalho, com a inflação corroendo os salários'', disse Denise. O número de horas pagas cresceu 0,7% na indústria nacional e 6,8% no Paraná, principalmente pelo aumento das horas pagas nos setores de alimentos e bebidas.

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