Emprego garante renda após a aposentadoria
Cleivaldo Bernardo, 45 anos, é um exemplo de árbitro que deixará de apitar este ano, mas já tem um emprego garantido. Trabalha no setor de Recursos Humanos da Prefeitura de Paiçandu. Os valores que recebemos, principalmente no Campeonato Brasileiro, são bons, mas não são certos. Por isso preciso manter o emprego. Mesmo que a gente ganhe até R$ 6 mil por mês apitando, não dá para viver depois só da renda acumulada, como fazem os jogadores. Nós, árbitros, temos de continuar trabalhando, disse o árbitro de Maringá.
Para ele, a atividade paralela é necessária porque o profissional do apito pode passar por uma má fase técnica e ficar meses afastado, sem receber. Outro problema é uma eventual lesão ou um acidente que o tire dos gramados.
Afonso Vitor lembrou que o vínculo de emprego é uma exigência histórica da CBF. A entidade exige que o árbitro envie todos os anos uma comprovação de emprego ou de rendimentos, caso seja um profissional liberal. Ela entende que um cidadão que não tenha outra fonte de renda pode ficar mais vulnerável às pressões dos clubes, explicou. (J.K.)





