Empate teve sabor de derrota para Leão
PUBLICAÇÃO
sábado, 08 de maio de 1999
Por José Rodrigues 
Santos, 09 (AE) - O empate classificou o Santos, mas o técnico Leão lamentou: "ele teve um gosto amargo". E explicou: "o gosto foi de derrota, pois precisávamos da vitória para melhorar nosso handicap e isso vai fazer falta na próxima fase". Com os resultados de hoje, o time passa agora a lutar para manter o segundo lugar na classificação geral, já que é praticamente impossível alcançar o São Paulo. Mesmo assim, o técnico ficou satisfeito: "estamos garantidos, classificados e, embora o resultado não fosse o esperado, foi positivo".
Leão não admite que seu time tenha se acomodado durante a partida.
"Uma equipe que termina o jogo em cima do adversário como gato e rato, não pode ter se acomodado". Em sua análise, o Santos esteve mais próximo do terceiro gol que o União Barbarense e citou Alessandro, que empatou a partida, mas perdeu três oportunidades. "Ele marcou e perdeu três chances reais e, embora esses gols perdidos façam falta, o importante é que ele nunca desistiu de tentar e por isso não saiu da partida".
"A gente estava perdendo o jogo e o torcedor não acreditava no que via", disse o atacante Alessandro. Ele estava satisfeito com o gol marcado aos 44 minutos, o que deu o empate aos santistas e admitiu que "o time não esteve bem, mas o importante é que estamos na reta final, classificados para disputar a semifinal".
Viola, o artilheiro do Santos com sete gols. Deixou o campo lamentando a atuação de seu time: "a equipe jogou muito atrás, recuada, e um time que quer ser campeão precisa ter personalidade e não pode jogar dessa maneira". Para ele, houve uma certa acomodação com o resultado: "O União é um time forte, veio à Vila Belmiro para brigar, mas não podíamos ter deixado que eles virassem para 2 a 1".
O técnico Leão, porém, não teve essa impressão. "O Santos é um time aguerrido e, mesmo em seus erros, quando perde a coordenação, o time mostra sua garra, seu poder ofensivo e, principalmente, não se entrega". Admite que, "em algumas vezes
facilitamos o trabalho do adversário, mas houve a recuperação". Aí o coração prevaleceu à técnica e à tática: "faltando dez minutos para acabar o jogo, preferia perder por 3 ou 4 do que deixar o adversário sair com uma vitória daqui".
Amanhã, os jogadores folgam e terça-feira participarão de treinamentos físicos.


