Empate tedioso no aniversário da Baixada
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domingo, 06 de setembro de 2009
Fábio Galão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Atlético e Flamengo fizeram ontem um jogo que poderia ter sido histórico. Afinal, neste domingo completaram-se 95 anos da inauguração do Estádio Joaquim Américo, cuja primeira partida foi justamente um jogo envolvendo o Flamengo. Na mesma data, em 1914, o Internacional (clube que se fundiu com o América em 1924 para dar origem ao Atlético) foi goleado por 7 a 1 pela equipe carioca. Mas Atlético e Flamengo protagonizaram ontem, na versão moderna do Joaquim Américo (que em 1999 passou a ser chamado de Arena), um 0 a 0 tedioso, destinado a ser esquecido na história do futebol.
O resultado mantém os dois times na faixa intermediária do Campeonato Brasileiro, com situação levemente pior para o Furacão, que continua perto da zona de rebaixamento.
O primeiro tempo mostrou porque Atlético e Flamengo estão tão distantes da disputa pelo título. Os dois times esbanjaram falta de técnica, com muitos passes errados e tentativas desastradas de lançamentos. A essa carência de talento, somavam-se outros dois problemas: a forte marcação dos dois lados e o terrível gramado da Arena, tão escorregadio e esburacado quanto qualquer campo da Suburbana.
No único lance digno de nota do ataque atleticano na primeira etapa, Alex Mineiro mostrou que continua fora de forma. Aos 15 minutos, o ídolo do único título nacional do Furacão recebeu passe de Marcinho e, completamente livre, chutou em cima do goleiro Bruno.
O Flamengo levou perigo em dois lances no final do primeiro tempo. Aos 31, Airton driblou Nei, invadiu a área atleticana e chutou. O zagueiro Rhodolfo desviou e salvou o Atlético. No último minuto da etapa, Dênis Marques chutou de fora da área, a bola resvalou na defesa e quase enganou Galatto, passando muito perto da trave direita.
Na volta do intervalo, uma confusão: o técnico Antônio Lopes e o bandeirinha Altemir Hausmann bateram boca e o treinador atleticano alegou que o auxiliar o atingiu com uma ''peitada''. Lopes solicitou aos policiais militares que estavam no estádio para que Hausmann fosse preso, mas não foi atendido e ainda foi expulso pela arbitragem.
O segundo tempo, por incrível que pareça, conseguiu ser pior do que o primeiro. Os dois times mantiveram o padrão de baixa qualidade, e, à exceção de duas conclusões do Atlético (uma em cobrança de falta de Paulo Baier, defendida por Bruno, e outra em chute de Wallyson desviado pela zaga flamenguista), não foram criadas chances razoáveis de mexer no placar.
O torcedor do Atlético chegou a ter alguma esperança quando o time ficou com um jogador a mais, depois que Willians foi expulso por falta boba em Márcio Azevedo. Mas o time atual do Furacão é tão limitado que não teve capacidade de aproveitar a vantagem.
EM CURITIBA
Atlético-PR 0
Galatto; Manoel, Nei e Rhodolfo; Wesley, Valencia, Rafael Miranda (Raul), Paulo Baier e Márcio Azevedo; Marcinho (Wallyson) e Alex Mineiro.
Técnico: Antônio Lopes
Flamengo 0
Bruno; Léo Moura, Álvaro, Ronaldo Angelim e Everton; Airton, Willians, Maldonado e Petkovic (Lenon); Zé Roberto (Bruno Mezenga) e Dênis Marques (David).
Técnico: Andrade
Árbitro: Leandro Vuaden (Fifa-RS)
Estádio: Arena da Baixada
Expulsão: Willians


