São Paulo - De um lado uma equipe técnica, que pela primeira vez na temporada pode contar com seu ataque completo, aquele considerado titular. Do outro, um rival guerreiro, que terá de se desdobrar para jogar com a zaga totalmente desfalcada. Esse é o tom do clássico entre Corinthians e Palmeiras hoje, às 18 horas, no Morumbi, que vai definir um dos finalistas do Campeonato Paulista. O clube do Parque São Jorge joga pelo empate por ter feito melhor campanha na fase de classificação.
Pela atual situação dos clubes, poderia se dizer que os corintianos seriam favoritos. Será? Com a recuperação de Gil, o técnico Geninho definiu sua escalação ao lado de Jorge Wagner e Liedson. O único desfalque é o volante Fabinho, suspenso, que será substituído por Fabrício, com quem trava disputa interna pela vaga.
Realidade distinta vive Jair Picerni no Palmeiras. Simplesmente todos os zagueiros de que dispõe no grupo encontram-se impossibilitados de atuar. Índio e Leonardo estão suspensos por causa do terceiro cartão amarelo. As outras três opções para a posição, Gustavo, Dênis e Glauber, estão contundidos. O jeito foi apelar para o improviso: o volante Claudecir e o lateral Everaldo.
No entanto, basta lembrar o empate por 2 a 2 na partida de ida, quarta-feira, para que qualquer argumentação em relação a favoritismo desapareça. As duas equipes demonstraram superação e disposição incomuns, próprias de quem participa de um clássico cercado de tamanha tradição e rivalidade. Tanto no Parque São Jorge como na Academia de Futebol, a expectativa é a mesma: chegar à decisão. Mas, claro, ao custo de muito suor.
Psicologia Qual é a melhor forma de superar o Corinthians, mesmo tendo tantos problemas e a desconfiança após um 2002 fracassado? Muito papo, com uma dose extra de trabalho psicológico. O técnico Jair Picerni e seu auxiliar, Fred Smania, trataram de pôr os jogadores do Palmeiras no divã e incentivá-los, conscientizá-los do significado que um bom resultado poderá representar para cada um. O clássico pode não ser decisivo para a carreira do experiente Zinho ou do consagrado goleiro Marcos, mas poderá mudar o rumo de muitos jovens, como Thiago Gentil, Corrêa, Alceu, MuÀoz e até mesmo o de outros mais experientes, como Claudecir, Neném e Marquinhos.
O treinador abriu mão de treinos pesados nos últimos dias. Pelo contrário, os jogadores quase não tiveram atividade na quinta-feira e, ontem, fizeram um treinamento tático.

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