Salvador - O Bahia fez a festa na casa do arquirrival, o Vitória, ontem, ao conquistar o título de bicampeão do Nordeste, com um empate por 2 a 2. O Estádio Manoel Barradas, o Barradão, orgulho rubro-negro, ficou tricolor, ao final do clássico, porque o Bahia manteve a vantagem obtida na vitória por 3 a 1 na primeira partida decisiva, na Fonte Nova.
Comandada pelo atacante Nonato, autor dos dois gols, a festa do Bahia teve direito a olé, repetindo a façanha do título estadual de 1998, também conquistado pelo Bahia dentro do Barradão. A volta olímpica foi também um ‘‘presente de aniversário’’ ao Vitória, que neste domingo completou 103 anos de fundação.
O Vitória precisava vencer por dois gols de diferença e tinha de buscar o ataque, única forma de chegar ao título, de acordo com o esquema montado pelo técnico Joel Santana. Já o Bahia estava bem fechado, disposto a manter a vantagem e ganhar o bicampeonato. A fama de time mais indisciplinado da Copa do Nordeste começou a se justificar com o cartão amarelo para Mantena, ao parar com violência, uma bela jogada de Leandro.
Mas no segundo tempo, a cautela do Bahia resistiu apenas seis minutos. Allann Delon levou a bola pelo lado direito da área e rolou para Robson Luís marcar. Minutos depois, Samir, que havia entrado no lugar de Robson Luís sofreu pênalti, confirmado por Fernando. Mas apesar dos cuidados defensivos do Vitória, o Bahia empatou aos 41 minutos e ficou com a taça.




EM SALVADOR
Bahia 2
Émerson; Mantena, Marcelo Souza, Valdomiro e Chiquinho; Ramalho, Bebeto, Preto e Sérgio Alves (Capixaba); Robson (Acioly) e Nonato. Técnico: Bobô
Vitória 2
Jean; Maurício (Ramalho), Índio, Marcos e Leandro; Xavier, Fernando (Léo Mineiro), Allann Delon e Robson Luís (Samir); Aristizábal e André.
Técnico: Joel Santana
Árbitro: Márcio Rezende de Freitas (MG)
Estádio: Fonte Nova
Renda: R$ 231.200,00
Público: 23.120 pagantes
Gols: Robson Luís, aos 6; Nonato, aos 17; Fernando, pênalti, aos 21; e Nonato, aos 41 minutos do 2º tempo
Expulsos: Preto e Aristizábal

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