Empate deixa São Caetano na final
PUBLICAÇÃO
domingo, 09 de dezembro de 2001
Agência Lancepress!<br>De São Caetano do Sul e Belo Horizonte 
O apertado Estádio Anacleto Campanella será literalmente pequeno para a importância do jogo de hoje, às 16 horas, entre São Caetano e Atlético-MG, pela semifinal do Campeonato Brasileiro. O novato Azulão, que participa pela segunda vez da competição mais importante do futebol brasileiro, quer chegar à sua segunda final, enquanto que o Galo mineiro, campeão da primeira edição, em 1971, deseja acabar com um jejum que esteve para ser encerrado por três vezes nesses 30 anos, quando foi vice em 1977, 1980 e 1999.
Para chegar à final, o time da casa leva vantagem por ter encerrado a primeira fase do Brasileiro em primeiro lugar. Com isso, pode repetir o que ocorreu nas quartas-de-final contra o Bahia, quando um empate no tempo normal e na prorrogação classificou a equipe. Ao visitante só resta uma alternativa: vencer.
O técnico Jair Picerni adotou uma postura humilde na hora de analisar a partida desta tarde. Apesar de o São Caetano jogar completo e em casa, o treinador evita falar em favoritismo.
''Não tem essa de favoritismo. Agora, nesta fase, é todo mundo igual. A gente se assemelha ao Atlético. Eles têm um jogo de qualidade, com os volantes jogando em função dos meias. O que mais preocupa é o conjunto. O Atlético hoje tem o melhor elenco do Brasil'', afirmou Picerni, que pode voltar a adotar um esquema mais defensivo no jogo, como fez contra o Bahia.
No Atlético-MG o pensamento é acabar com essa história de que o time não joga bem fora de casa. Mas o retrospecto mostra e os prórpios jogadores admitem que o time não foi bem fora de Belo Horizonte na primeira fase do Brasileiro. A falta de concentração foi apontada por muitos como a causa para esses maus resultados, mas agora isso não pode se repetir, pois não havaerá jeito de se recuperar em casa.
''O restrospecto tem sido muito ruim fora de casa, mas agora não tem jeito, o time tem que vencer. Agora vai ser diferente'', disse Marques, o artilheiro do Atlético-MG na competição, com 16 gols.
O técnico Levir Culpi faz mistério e diz que só divulgará a escalação da equipe momentos antes da partida. Há duas dúvidas, uma técnica e a outra por causa de contusão. Na lateral-direita, Levir está entre Baiano, titular que ficou fora do jogo contra o Grêmio porque estava suspenso, e o substituto Cicinho, que tem maior capacidade ofensiva que Baiano. Como o Atlético-MG precisa da vitória para se classificar para a final, a tendência é que Cicinho comece o jogo.


