O clássico de hoje, às 16 horas, é mais uma oportunidade para os ‘‘carrascos históricos’’ de Corinthians e São Paulo confirmarem a fama. Como venceu o primeiro jogo na semana passada por 2 a 1, o Tricolor joga pelo empate para ir à final. O Alvinegro do Parque São Jorge precisa vencer.
Os corintianos, que eliminaram o São Paulo do Paulista e do Brasileiro no ano passado, apostam no meia Ricardinho, que marcou em três das quatro semifinais contra o time são-paulino em 99, e nos atacantes Edílson e Luizão, que também costumam se destacar nos jogos contra o São Paulo. ‘‘Dou sorte contra o São Paulo desde a época do Guarani’’, disse Luizão.
Edílson é outro que costuma infernizar a defesa são-paulina, marcando gols ou sofrendo pênaltis – ambas as situações ocorreram nas semifinais do Paulista e do Brasileiro em 99. ‘‘Desta vez vamos entrar em campo com o mesmo espírito com que jogamos contra o Palmeiras pela Libertadores. Tenho certeza de que, assim, a gente consegue se classificar para as finais.’’
O trabalho dos jogadores corintianos pode ser facilitado pela condição precária da zaga são-paulina. O companheiro de Edmílson ainda não foi definido, pois Álvaro e Wilson estão se recuperando de contraturas musculares. Rogério Pinheiro, que pode atuar, não tem ritmo de jogo.
Em contrapartida, o São Paulo terá dois dos maiores algozes do Corinthians na década: o atacante Evair e o meia Raí. Evair ajudou a quebrar o jejum palmeirense de títulos ao marcar dois gols na final do Paulista de 1993. No ano passado, integrava o Palmeiras que eliminou o Corinthians da Libertadores.
‘‘Não tenho nada contra o Corinthians. Sou cumprimentado por corintianos na rua. É bom, um sinal de respeito’’, disse Evair.
Já Raí ganhou bastante projeção quando fez três gols no Corinthians na final do Paulista de 1991. Em 1998, marcou outro na decisão do Paulista e guiou o São Paulo na vitória sobre o rival por 3 a 1. Os ‘‘carrascos’’ não foram bem nos últimos confrontos entre os times.
Raí perdeu dois pênaltis em jogo da semifinal do Brasileiro de 99, mas dessa vez não terá pela frente Dida, que defendeu as duas cobranças do meia são-paulino. O goleiro titular do Corinthians integra a seleção. Maurício, criticado por rebater muito as bolas, estará em seu lugar.

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