Emocionados, advogados vêem 'vitória do Direito'
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quarta-feira, 09 de agosto de 2000
De Curitiba 
Se durante o período da prisão dele era difícil de encontrar os advogados de Onaireves Moura, ontem o clima era diferente: antes do presidente da Federação tomar a palavra na entrevista coletiva, escoltado pelos quatro advogados que o defenderam, os mesmos fizeram questão de dar o seu relato alguns até com muita emoção como foi o caso de Lourival Barão.
O primeiro a falar foi Dionísio Lopes. Ele disse que a partir de ontem as coisas voltam aos seus devidos lugares. O jurista afirmou que a decisão da 4ª Turma do Tribunal Regional Federal, em Porto Alegre, foi corajosa e inédita na história do Direito brasileiro. Moura teve seu direito de presunção de inocência aviltado e por isso foi preso, disse. Mas, com a nova decisão, o TRF mostrou muita coragem para rever o veredito de um outro tribunal, assumnir e corrigir um grave erro.
Segundo Barão, houve um erro técnico e processual. Mas o nosso presidente saiu da prisão inocentado completamente, limpo e puro, como se nada tivesse acontecido.
O advogado Vinicius Gasparini disse que a vitória é, antes de tudo, uma vitória do Direito e ficou provado que o nosso presidente não cometeu crime algum.
O depoimento de Lourival Barão foi o mais emocionado de todos. Quase chorando, o advogado disse que sofreu muito, mas nunca se desesperou pois sempre acreditava que Moura era inocente. Além de cliente, Moura é muito meu amigo e por isso o sofrimento foi maior, disse. É um momento grandioso para o futebol do Paraná e especialmente da Justiça brasileira, que tardou mas não falhou.
O Ministério Público informou que irá recorrer da decisão que tirou Moura da prisão. A alegação é de que a Federação Paranaense de Futebol só fez dois pagamentos do parcelamento da dívida com o INSS.
Paraná e amigos Onaireves Moura lamentou que o Paraná Clube não tenha sido incluído no Módulo Azul (primeira divisão) da Copa João Havelange, o Campeonato Brasileiro disfarçado. Se eu estivesse aqui isso não teria acontecido, disse.
Ele negou que tenha sociedade com o presidente do Gama, Wagner Marques, e com o Grêmio Maringá. Sou amigo pessoal do Wagner mas não tenho sociedade com ele e, se ajudei o Maringá, não foi nada mais do que faço por todos os outros clubes.
(Marcos Freitas)


