Émerson vai anunciar despedida
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domingo, 26 de janeiro de 1997
Das Agências 
Arquivo FolhaPlanosMesmo afastado, Émerson Fittipaldi diz que gostaria de correr nos GPs de Miami (3/3) e do Brasil (11/5)Émerson Fittipaldi anuncia terça-feira, em Miami (EUA), sua aposentadoria. Aos 50 anos, ele deixa as pistas em consequência do acidente que sofreu em 28 de julho do ano passado, nas 500 Milhas de Michigan. Bicampeão mundial de F-1 (72 e 74) e campeão da F-Indy (89), Émerson tem relutado em admitir sua retirada. Apesar da boa recuperação da grave lesão que sofreu na coluna por causa do acidente, os médicos ainda não o consideram apto para pilotar. Além disso, há a pressão da família.
Mesmo afastado oficialmente, Émerson tem planos de disputar dois GPs em 97 - o que também é vontade dos dirigentes da Indy: em Miami (3 de março) e no Rio (11 de maio). Seria uma forma de despedida. Seu estado clínico, porém, pode afastar essa possibilidade. A hipótese de Émerson exercer um cargo de direção na Penske em 97 também é remota, mas ele planeja voltar à cena em 98. Como dirigente ou até como dono de equipe.
Émerson foi o primeiro brasileiro a ir para a Indy, em 84. Além do título de 89, ganhou duas vezes as 500 Milhas de Indianápolis (89 e 93). Mas foi em Indianápolis que ele sofreu a maior decepção de sua carreira na Indy. Ele não correu em 95. Não se classificou por causa de um erro de estratégia de Roger Penske, dono da Penske, sua equipe naquele ano.
MercadoO investimento de empresas brasileiras nas Fórmulas Indy e Indy Lights aumentará em pelo menos 30% este ano. O dinheiro empregado diretamente para financiar equipes alcança US$ 30 milhões.
Dos 28 pilotos que alinham em cada uma das 17 provas do campeonato, sete são brasileiros. Um quarto do grid é composto por carros que carregam adesivos com os logotipos de empresas nacionais, como a Brahma - que investe US$ 11 milhões na equipe Patrick - e a Phillip Morris, que, através da marca Marlboro, financia 40% do orçamento da Tasman e apóia quatro pilotos: André Ribeiro e Guálter Salles, na Indy, e Tony Kanaan e Hélio Castro Neves, na Indy Lights.
Phillip Morris, Brahma, Souza Cruz, patrocinadora da PacWest, e a rede de escolas de informática Data Control, que apóia Roberto Moreno, gastam juntas cerca de US$ 26 milhões. As quatro empresas investem na Indy com o mesmo objetivo: internacionalizar suas marcas.


