Émerson reza e promete aplicação
Émerson reza e promete aplicação
Agência Estado
Agência EstadoO meia Émerson no embarque, ontem, em Porto Alegre: Tive somente dois dias de férias, mas está ótimoRaça, força e aplicação é o que o meio-campo Émerson promete ao técnico Mário Jorge Lobo Zagallo na Copa do Mundo da França. Convocado para a vaga aberta com o corte de Romário, o jogador do Bayer Leverkusen só cursou a escola que prega a determinação obsessiva pelo controle do jogo.
Não há bola perdida, disse ontem, após rezar, pagar uma promessa e depositar flores no santuário Padre Reus, em São Leopoldo (RS), no Vale do Rio dos Sinos. Lançado no Grêmio por Luis Felipe Scolari, é o jogador que combate em todo o campo todo o tempo. Já era assim no Grêmio e na Alemanha há até mais exigência, comparou. Émerson embarcou ontem para o Rio às 12h15 de onde segue para a França.
Convocado seis vezes por Zagallo, Émerson não havia perdido as esperanças mas, até a noite de segunda-feira, a idéia de ser chamado estava distante. Foi uma grande surpresa, disse. Ele chegou no domingo a Porto Alegre para gozar as férias junto com a esposa Sonia. Nem viu direito o empate em 1 a 1 da Seleção com o Athletic de Bilbao.
Enquanto a equipe de Zagallo sofria no País Basco, Émerson estava no santuário de São Leopoldo, onde voltou ontem para agradecer a convocação. Às 6h30 de ontem soube da novidade pelas emissoras de rádio. Tive somente dois dias de férias, mas acho ótimo que elas tenham terminado deste jeito, disse.
Ele ainda não sabe como Zagallo pretende utilizá-lo. No selecionado, sempre jogou como segundo homem do meio-campo, uma função diferente da que exerceu com Scolari, que o colocava mais na frente, embora obrigado a marcar. No Bayer Leverkusen - que adota o sistema de líbero e utiliza os laterais como alas - sua postura é mais defensiva, mas com a obrigação de ir à frente sempre que possível.
Mesmo alegre, lamentou a infelicidade de Romário. Gostaria de ter sido convocado em outra situação, comentou.
Émerson Ferreira da Rosa, de 22 anos, surgiu em um clube amador, o Progresso, do bairro Três Vendas, de Pelotas, cidade distante 255 quilômetros de Porto Alegre. De lá foi trazido diretamente para o Grêmio. Tinha 16 anos e foi encaminhado aos juvenis. Seu descobridor foi o ex-jogador Alcione, do Pelotas. Entre os profissionais, viveu um bom começo no estádio Olímpico mas machucou-se seriamente e perdeu o lugar no time, então treinado por Scolari, para Arílson, hoje no Palmeiras.
Quando Arílson foi negociado com o Kaiserlautern, da Alemanha, Émerson recuperou a posição, transformando-se em titular em 1996. Ainda com Scolari foi campeão brasileiro em 1996. Em 1997, dirigido por Evaristo de Macedo, ganhou a Copa do Brasil. Logo depois foi negociado com o Bayer Leverkusen.





