Brasília, 16 (AE) - O tri-campeão mundial de Fórmula 1, Émerson Fittipaldi, lamentou hoje notícias sobre suposta briga sua com o também tri-campeão Nélson Piquet. Fittipaldi disse que está confirmada a corrida de Fórmula Indy, dia 30 de abril, no Rio. O piloto culpou o empresário Paulo Júdice de ter espalhado notícias sobre suposta briga e cancelamento da corrida. Paulo é sócio de Piquet na empresa que perdeu a concessão da administração do Autódromo Nélson Piquet, no Rio.
Fittipaldi é também sócio do empreendimento.
Fittipaldi disse que as notícias sobre suposto cancelamento da corrida e suposta briga sua com Piquet repercutiu em vários países. Hoje, Fittipaldi disse que teve um encontro com Piquet. Depois do encontro, Fittipaldi disse que Paulo Júdice está fazendo "chantagem política" ao dizer que não haverá a corrida. Fittipaldi disse que seu relacionamento pessoal com Piquet nunca mundou e sempre será o melhor possível.
Fittipaldi acusou Paulo Júdice de usar sua imagem em proveito próprio e que não teria ficado sócio do empresário carioca se soubesse do "passado" dele.
A entrevista coletiva seria conjunta, com a participação de Piquet e o prefeito do Rio, Luiz Paulo Conde, mas Piquet viajou para Fortaleza ao saber que Conde não participaria e que Fittipaldi também poderia não aparecer. A audiência de Conde no Supremo Tribunal Federal atrasou.
Fittipaldi disse que não quer mais a concessão da administração do autódromo do Rio, caso Júdice continue sócio. As empresas de Fittipaldi e Piquet estão entrando com recursos para ganhar novamente a concessão.
Fittipaldi deixou claro que toda a confusão que levou à perda da concessão foi causada por Júdice. O piloto disse que o empresário começou a quebrar muro no autódromo antes de apresentar o plano da reforma à prefeitura e sem o conhecimento dos sócios.
Corrida - Fittipaldi afirmou que já está acertado com a Championship Auto Racing Team (Cart) a realização da Rio 200 em Jacarepaguá e que as notícias sobre suposto cancelamento não irão ter repercussão negativa para a corrida. "Minha disposição de trabalhar pela imagem do Brasil continua." O piloto disse que chegou hoje dos Estados Unidos, onde acompanhou o Spring Training, que é o treino inicial da categoria. Pelo que acompanhou até agora, Fittipaldi disse que aposta neste ano em um bom desempenho de seu sobrinho, Christian Fittipaldi. Está confirmada a participação de 28 carros. Segundo Fittipaldi, os carros poderão chegar a 400 quilômetros por hora na reta do autódromo.
Fittipaldi afirmou que o Rio recebe em turismo cerca de US$ 25 milhões a cada prova da Indy. O piloto afirmou que deverá ser divulgada em breve uma legislação com maior restrição da propaganda de cigarros e bebidas para a Indy. Fittipaldi disse ainda que está mantendo contatos com o Banco Interamericando de Desenvolvimento (BID) para a realização de um congresso internacional sobre violência no trânsito.
O congresso seria em 2001, no Rio. Sobre o plano antiviolência que o governo federal está preparando, Fittipaldi disse que gostaria de ver mais policiais militares em "lugares críticos" das cidades brasileiras. A administração das polícias civil e militar, no entanto, é dos Estados.

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