O maior problema para a volta de Émerson Fittipaldi às pistas é o risco de um novo acidente, que provavelmente o deixaria tetraplégico. Em caso de uma batida, a placa de titâneo na coluna do piloto poderia comprimir os nervos ou fragmentar-se e funcionar como uma lâmina. Os diretores médicos da Indycar, Stephen Olvey e Terry Trammell, e o cirurgião Barth Green, do Jackson Memorial Hospital de Miami, que operaram Émerson, não querem dar declarações até o exame programado para janeiro. Mas dificilmente deixarão Émerson assumir este risco.
O acidente com Fittipaldi foi tão grave que provocou mudanças no regulamento técnico. Os novos carros da Indy terão em 97 o encosto do banco mais largo, para aumentar a área de proteção nas costas do piloto. A Reynard tem um projeto, ainda não aprovado, de criar uma estrutura metálica deformável acoplada ao câmbio, para absorver energia quando o carro bater de traseira.
Se for obrigado a parar de correr, Émerson terá seguido o destino dos dois outros grandes campeões do automobilismo brasileiro, Piquet e Senna, cujas carreiras foram abreviadas por acidentes.
Livro Émerson Fittipaldi prepara um livro sobre o lado humano das corridas. O campeão já tem biografias e manuais de pilotagem lançados, mas decidiu contar a história de sua vida nas pistas mostrando os relacionamentos nem sempre leais entre pilotos, dirigentes e patrocinadores. ‘‘É um livro que vai ter pouca coisa de carro e muita de bastidores’’ - disse.

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