São Paulo - Emerson Leão preferiu evitar críticas mais duras à arbitragem, mas não poupou os possíveis erros de Paulo César de Oliveira no clássico contra o Santos. Para o treinador do São Paulo, o pênalti a favor do adversário, logo no início da partida, foi muito discutível. ''Ele está sendo muito infeliz com o São Paulo. Parece que ficou numa geladeira alguns anos, afastado de apitar jogos do nosso time. Tem dias em que a infelicidade bate. Mas temos um sabor muito grande para perdoar'', disse.
Leão também garantiu que a decisão de marcar o pênalti de Paulo Miranda em Alan Kardec foi do próprio Paulo César Oliveira e não do auxiliar que fica atrás do gol. ''Perguntei para o quarto árbitro, que fica com o rádio de comunicação, se o auxiliar tinha interferido no pênalti. Ele disse que não. Aí, perguntei se o auxiliar atrás do gol avisou pelo rádio, e ele também disse que não. Então vi que o Paulo César puxou a responsabilidade para si, mesmo estando a mais de 40 metros da bola'', afirmou.
Ele deu a entender que o árbitro demonstrou certa arrogância ao não consultar seus auxiliares, que nada marcaram no momento, segundo palavras do treinador. ''Às vezes o árbitro pensa que é superior a isso'', afirmou Leão.
Apesar de o treinador ter ficado irritado com a arbitragem da partida, ele garantiu que sentiu-se satisfeito com o espetáculo que as duas equipes proporcionaram ao torcedor. ''Primeiramente, queria falar que esse tipo de jogo faz com que o torcedor venha mais ao estádio. Tivemos aqui dois times se empenhando pela vitória, com casa cheia, acho que mais jogos dessa natureza deveriam existir'', comentou Leão.
Agora, o São Paulo volta a jogar quarta-feira contra a Ponte Preta, em Campinas, pela Copa do Brasil. (A.E.)

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