Émerson foi o primeiro dos brasileiros
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sexta-feira, 13 de março de 1998
Castilho de Andrade Agência Estado 
Divulgação
Gil de Ferran
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André Ribeiro
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Christian Fittipaldi
Arquivo Folha
Roberto Moreno
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Tony Kanaan
Como na Fórmula 1, Émerson Fittipaldi também foi o responsável pela chegada dos brasileiros na Indy. Em 84, Émerson voltou ao automobilismo depois de três anos parado. Escolheu a Indy por um motivo principal: o desafio das 500 Milhas de Indianápolis. No ano seguinte, o bicampeão mundial de F-1 já tinha a companhia de Roberto Moreno e Raul Boesel. Este ano, o Brasil terá sete pilotos.
Depois de Moreno e Boesel, em 85, Maurício Gugelmin e Marco Greco chegaram em 93. Dois anos depois, em 95, foi a vez de Christian Fittipaldi e Gil de Ferran, desiludidos com o automobilismo europeu, e André Ribeiro.
Como piloto eu conquistei tudo o que desejava. Se não fosse o acidente em Michigan talvez ainda corresse por mais uns dois anos. Agora quero fazer carreira fora das pistas, ajudando outros pilotos, diz Émerson. Na Indy, ele conseguiu o título de 89, venceu duas vezes as 500 Milhas (89 e 93) e ganhou 22 corridas.
Émerson está agora gerenciando a carreira de Helinho Castro Neves, vice-campeão da Indy Lights em 97, e que estreará na categoria correndo com um Reynard/Mercedes da equipe Bettenhausen.
Em relação a 97, o Brasil perdeu dois pilotos - Raul Boesel foi para a Indy Racing League (IRL) com o fim da Brahma Sports Team e Guálter Salles foi demitido da equipe Davis Racing - mas terá dois rookies: Helinho Castro Neves e Tony Kanaan.
Tony Kanaan, 23 anos, está chegando a Indy pela equipe Tasman, a mesma que lhe assegurou o título da Indy Lights em 97. Com a saída de André Ribeiro para a Penske, ele ficou como o único piloto. Acho que tenho motivos para estar empolgado, diz o piloto.
Helinho Castro Neves, 23 anos, só acertou seu contrato com a Bettenhausen em janeiro, e não pôde fazer a mesma quilometragem de testes da maioria dos pilotos da Indy. Mesmo assim, ele confia: Agora estamos recuperando o prejuizo. Aos poucos eu vou pegando a mão do carro, comenta.
Melhor piloto brasileiro no spring training e terceiro na classificação geral, o catarinense Maurício Gugelmin, 35 anos, já foi apontado pelo atual campeão, Alessandro Zanardi, como um dos favoritos ao título de 98.
No começo do ano, ele enfrentou alguns problemas com o motor Mercedes-Benz IC-108E que utilizará este ano. E também ficou em dúvida sobre a eficiência do Reynard 98 em relação ao do ano passado. Mas começará a temporada em condições de repetir a boa vitória de Vancouver.
Christian Fittipaldi, 27 anos, corre com um bom pacote técnico - Swift/Ford/Goodyear - mas tem um adversário duro dentro da própria equipe: Michael Andretti.
E Gil de Ferran, 30 anos, considera que o crescimento da equipe Walker ficará claro nesta temporada. Vice-campeão da Indy em 97, Gil não ganhou corridas no ano passado. E atribuiu parte da responsabilidade aos pneus Goodyear. Depois dos testes deste ano, entretanto, ele admitiu; Os pneus Goodyear evoluiram muito. Desta vez a briga será mais equilibrada. Christian tem a mesma opinião em relação a disputa entre a Firestone e a Goodyear, achando que os Goodyear recuperaram a qualidade que faltou nos últimos dois anos.
André Ribeiro, 32 anos, surpreendeu, deixando a Tasman no final do ano passado e, indicado por Émerson Fittipaldi, transferindo-se para a Penske, uma das maiores equipes da Indy. Tenho tudo na mão. A equipe vem de alguns resultados ruins mas senti uma vontade muito grande de mudança, assegura.


