Émerson está coberto por seguro milionário
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quinta-feira, 30 de janeiro de 1997
José Emílio Aguiar Agência Estado 
DivulgaçãoNa esperaÉmerson Fittipaldi ainda não decidiu se pára de correr. Tudo vai depender do parecer dos médicos
Émerson Fittipaldi poderia ficar milhões de dólares mais rico caso decidisse se aposentar. Precavido, depois de 30 anos nas pistas, o campeão fez um seguro com prêmio milionário para a hipótese de um acidente que custasse o fim de sua carreira. Agora, aguarda um laudo dos diretores médicos da Indy, Steve Olvey e Terry Trammell: caso ambos assinem atestado de que Émerson está incapacitado de correr por causa da fratura da sétima vértebra cervical no acidente nas 500 Milhas de Michigan, a seguradora terá de pagar a indenização - estimada, segundo outros pilotos, em US$ 12 milhões.
Émerson vai amanhã ao autódromo de Homestead, em Miami, assistir ao teste de pré-temporada da Indy, que começa hoje, com a participação de 28 carros. Mas não deve falar em aposentadoria. Dirá apenas que não disputa o campeonato deste ano. O piloto tem duas razões para adiar o anúncio: além de precisar do parecer médico para receber o seguro, ainda não decidiu se pára de correr.
Émerson tem vontade de continuar correndo, mas recebe pressão da família para parar. O seguro lhe garantiria uma aposentadoria capaz de manter o alto padrão de vida, mas a preocupação do campeão está acima do dinheiro: ele não tem certeza se viveria bem sem fazer o que mais gosta, pilotar carros de corrida.
O seguro pessoal de Émerson cobre despesas que a apólice coletiva da Cart, associação das equipes, não paga. O seguro da Cart, feito com a empresa K&K, garante aos pilotos prêmio de até US$ 400 mil no caso de morte em treinos oficiais ou corridas. Cobre ainda despesas médicas e com hospital até US$ 1 milhão. O prêmio para invalidez temporária, porém, é pequeno: US$ 250 por semana, durante 104 semanas.


