Émerson e Piquet querem a F-1 de volta ao Rio
José Emílio Aguiar
Agência Estado
O autódromo de Jacarepaguá, no Rio, está nas mãos de quem entende de corrida. Émerson Fittipaldi e Nélson Piquet assumiram ontem a administração do circuito por dez anos com planos de trazer de volta a Fórmula 1 à cidade, promover melhor os GPs do Brasil de Fórmula Indy e motociclismo e investir nas categorias de base do automobilismo.
Émerson cuidará dos eventos internacionais e Piquet, das provas nacionais. A prioridade de Émerson é mudar a data da F-Indy para não coincidir com o Dia das Mães e fazer uma promoção maciça que evite o fracasso de público dos últimos dois anos. A Indy tem tudo para ser o maior evento esportivo do Brasil, disse.
A prioridade de Piquet é construir o kartódromo, com pista de 1.050 metros, 40 boxes e 40 garagens, em sete meses, como exige o edital de licitação, e promover o surgimento de novos talentos. Depois que o Émerson foi para a F-Ford inglesa em 69, mais de seis mil pilotos brasileiros seguiram os seus passos lembrou. Só este ano, o Brasil conquistou 58 vitórias nas pistas do Exterior. Imagina se tivéssemos um automobilismo nacional forte.
Piquet pretende juntar corridas de diversas categorias num mesmo fim de semana e vender carnês de ingressos que permitam aos compradores não só assistir às provas, mas participar de pegas no circuito que ficará aberto num dia da semana a carros de passeio. Seu sonho é fazer corridas baratas.
O projeto de trazer a F-1 existe, mas a longo prazo. O que o Bernie Ecclestone não consegue arrumar em São Paulo ele vai tentar em outro lugar, disse Piquet.





