Émerson e Nelson Piquet
vão promover prova
José Emílio Aguiar
Agência Estado
O presidente da Cart, organizadora da Indy, Andrew Craig, garantiu a realização do GP do Brasil por ‘‘mais muitos anos.’’ Émerson Fittipaldi e Nélson Piquet arrendarão o autódromo liderando um grupo empresarial que tem Fiat, Bozzano Simonsen e Barra Shopping e assumirão a promoção da corrida, que sairá das mãos do atual promotor, Jorge Cintra.
Ontem, Craig e Cintra participaram de coletiva e ficou visível o mal-estar entre os dois. Ao falar da falta de patrocinadores e de público, o presidente da Cart foi irônico. ‘‘As mães levaram a culpa este ano’’, disse, referindo-se à coincidência com o Dia das Mães. Craig considera o Brasil um grande mercado para automobilismo e não entende como Cintra ficou sem dinheiro.
A Prefeitura carioca pagou, para ter a Indy, cerca de R$ 23 milhões por cinco anos. O dinheiro vai para o promotor, que o repassa à Cart. Em teoria, Cintra deveria dispor a cada ano de US$ 4,5 milhões para pagar US$ 3 milhões para a Cart trazer o show. Alegando confidencialidade, nem Craig, nem o promotor, nem o secretário Municipal de Esportes e Lazer José Moraes deram detalhes sobre o valor exato ou o destino dos US$ 1,5 milhões que sobrariam.
Cintra disse dever US$ 600 mil à Cart. Teria usado o resto do dinheiro público para cobrir prejuízos de 97. A Cart, porém, não acreditou nos custos alegados, de US$ 13 milhões, e mandou um interventor, o americano Tim Mayer, para controlar os contratos com fornecedores.

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