Konigstein - Dunga foi o braço direito de Parreira dentro de campo na Copa do Mundo de 1994, nos EUA. Doze anos depois, na Alemanha, o treinador volta a ter na equipe um líder gaúcho, cabeça-de-área e que deu a volta por cima depois de ser massacrado por críticas. Emerson é voz ativa dentro da atual seleção. Mas uma espécie de Dunga ''light''. Sem tantos gritos e gestos espalhafatosos para comandar os companheiros.
Emerson é quem mais fala nas partidas para orientar a equipe. Ele chega a se considerar chato dentro de campo. Fala o tempo todo. E ressalta que não deixa de repreender de forma dura em certos momentos. ''Cada um tem seu jeito de liderar. Mas acho que você pode ser líder sem gritar tanto e gesticular dentro de campo. É claro que às vezes há até um xingamento, mas chega no vestiário, acabou'' afirmou Emerson, que é chamado de ''jagunço'' pelos companheiros.
Brincadeiras à parte, Emerson é respeitado pelos outros jogadores. E, assim como Dunga era fiel companheiro de Romário, o craque do time em 94, Emerson é o irmão mais velho de Ronaldinho Gaúcho, o astro deste ano. Não dormem no mesmo quarto nesta Copa os jogadores ficam em quartos individuais , mas estão sempre juntos.
''Tenho uma relação bem próxima com o Ronaldinho Gaúcho. Já o conheço desde os tempos de Grêmio. Eu estava no profissional e o via atuar no juvenil. Naquela época ele já fazia a diferença'', recordou o volante, que acrescentou: ''O Ronaldinho me dá toda a liberdade para conversar com ele. Assim como eu lhe dou.''
Emerson não é o capitão da equipe, mas poderia perfeitamente ser. Na última Copa do Mundo, em 2002, era o dono da braçadeira até sofrer uma luxação no ombro, na véspera da estréia, e ser cortado. Assistir aos jogos pela televisão, depois de estar tão perto, foi difícil. ''Foi um sentimento ruim: poderia estar ali, no campo, mas estava em casa.'' (Agência O Globo)

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