Se a torcida é realmente o 12º jogador em uma partida decisiva, os atletas da Seleção Brasileira ainda não sabem de que lado ela vai atuar. Ao contrário da partida contra o Paraguai, em Porto Alegre, no dia 15 de agosto, quando os gaúchos aplaudiram a Seleção durante todo o jogo, o torcedor curitibano ainda não deu sinais de que irá dar apoio integral ao time de Scolari.
Nos dois coletivos abertos ao público realizados durante a semana, os jogadores saíram de campo vaiados pela torcida. Para o atacante Elber, a reação é normal. ''Se não tivermos uma atuação convincente contra o Chile, a torcida vai vaiar. Isso é natural, pois eles estão pagando para ver um espetáculo'', comenta o atacante do Bayern Munchen.
Já o lateral Roberto Carlos aposta que o patriotismo do torcedor mudará essa situação. ''O público de Curitiba é exigente, mas é antes de tudo brasileiro. Ninguém quer ver o Brasil fora da Copa, e tenho certeza que eles vão nos apoiar do começo ao fim da partida'', garante o lateral.
Para incentivar o público, uma empresa de telefonia celular estará distribuindo camisetas amarelas, cartazes e apitos aos 55 mil torcedores que são esperados no Couto Pereira. ''Com uma mesma cor, estaremos unindo todas as torcidas de Curitiba em torno de um ideal: a classificação para a Copa'', define Carlos Zanetti, diretor superintendente do Coritiba.
Alguns veículos de comunicação aderiram à ''campanha cívica'' proposta pelo presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Moura, que pediu que a ênfase da cobertura da imprensa fosse positiva para a imagem do Brasil. O tumulto na entrada do coletivo de quarta-feira no Pinheirão e as vaias da torcida não foram publicados em alguns jornais e televisões da capital.

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