Curitiba - O meia Marcelo Oliveira foi destaque no Atlético Mineiro, clube pelo qual conquistou vários títulos estaduais e marcou mais de 100 gols nos anos 1970 e 80. O zagueiro Ricardo Gomes, por sua vez, foi ídolo no Fluminense, onde conquistou o Brasileiro de 1984 e um tricampeonato carioca, e também levantou taças no futebol europeu e na seleção brasileira.
Destaques como jogadores, hoje eles são os técnicos dos dois finalistas da Copa do Brasil, Coritiba e Vasco. Assim como as equipes que comandam, os dois treinadores tentam reerguer um passado de glórias, agora do lado de fora do campo.
Embora seja 10 anos mais jovem que Marcelo Oliveira, Ricardo Gomes começou a carreira de treinador antes, em 1996, no Paris Saint-Germain, clube em que havia jogado. Passou por vários times brasileiros, inclusive pelo Coritiba, mas obteve pouco sucesso comandando equipes do seu país.
Os únicos campeonatos que venceu no Brasil como treinador foram a Copa do Nordeste e o Campeonato Baiano de 1999, no Vitória. Ainda lhe falta por aqui uma conquista nacional, algo que já conseguiu na França: venceu duas Copas da Liga Francesa (em 1998, no PSG, e em 2007, no Bordeaux) e uma Copa da França (em 1998, no time parisiense).
Já Marcelo Oliveira começou a carreira de técnico em 2002, no Atlético Mineiro, onde teria outras quatro passagens, e treinou ainda CRB, Ipatinga e Paraná, antes de chegar no final do ano passado ao Coritiba, com a dura missão de substituir o ídolo Ney Franco.
Está indo bem, mas, assim como Ricardo Gomes, ainda não tem um título nacional no currículo. Suas únicas taças como treinador são a da Segunda Divisão do Campeonato Mineiro de 2009, pelo Ipatinga, e a do Campeonato Paranaense de 2011.
Os dois treinadores emergentes trocam elogios e acreditam numa final dura hoje à noite. ''Tivemos 25, 30 minutos de bom futebol em São Januário, o que colocou o Coritiba em dificuldades. Vamos ter que fazer muito mais do que 30 minutos de bom futebol no Couto Pereira. Fazer um gol seria mais uma vantagem, melhoraria nossa situação. Mas o Coritiba perde muito pouco, é um time muito organizado, muito bem armado pelo Marcelo, com peças que correspondem às funções'', disse Gomes.
''O Vasco tem possibilidades, até pelo bom comando que tem do Ricardo Gomes, de ter variações durante o jogo e até de entrar de forma diferente da que entrou em São Januário. A gente tem que se prevenir e se programar para todas as situações'', devolveu Marcelo Oliveira.

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