Londres - Aos 37 anos, Emanuel vai disputar pela quinta vez o torneio olímpico de vôlei de praia nos Jogos de Londres, mas garante que não se sente um veterano. Nesta segunda-feira, o experiente o jogador declarou que não sente a diferença de 12 anos para o seu companheiro, Alison, de 25, que nunca participou de uma Olimpíada. ''Aprendi a jogar junto com Alison e isso me deixou mais jovem'', disse.
Emanuel foi medalhista de ouro nos Jogos de Atenas, na Grécia, em 2004, e conquistou o bronze há quatro anos, em Pequim, na China. O jogador, porém, revelou que a decepção na Olimpíada de Sydney, na Austrália, em 2000, quando chegou como favorito com Loiola, mas parou nas oitavas de final, o levou a quase deixar o esporte. ''Até pensei em parar de jogar. A gente achava que era favorito e as coisas não deram certo'', afirmou.
Em busca do seu segundo título olímpico, Emanuel chega aos Jogos de Londres credenciado pela liderança do ranking mundial do vôlei de praia. E ele garantiu que a preparação com Alison está sendo positiva. ''Fizemos um ciclo muito bom'', disse. ''O segredo do sucesso é o planejamento. Estamos evoluindo a cada treino'', completou.
Os últimos dias em Londres têm sido de calor, o que agrada a Emanuel. O jogador, porém, ressalta que as condições climáticas não farão diferença durante a disputa do torneio olímpico de Vôlei de praia. ''As coisas estão sendo bem melhores do que esperávamos. Falavam de frio e muita chuva'', disse.
Emanuel também festejou a decisão do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) de ter alugado o Crystal Palace, clube que serve como centro de treinamento dos atletas do País em Londres. ''A quadra olímpica ainda não foi aberta. Enquanto as outras duplas não treinam, nós já tivemos dois dias de preparação'', comemorou.
O torneio olímpico de vôlei de praia começa no próximo sábado. Cabeças de chave do Grupo A, Alison e Emanuel vão enfrentar o brasileiro naturalizado suíço Bella, ao lado de Heuscher, e as duplas Lupo/Nicolai, da Itália, e Doppler/Horst, da Áustria, na fase inicial.
Feminino
Das quatro duplas que vão representar o Brasil no vôlei de praia, a que caiu em um grupo mais difícil foi Talita/Maria Elisa. Atualmente no terceiro lugar do ranking mundial, elas vão encarar outras três duplas que estão entre as 14 melhores do mundo. Isso, porém, não tira a expectativa pela primeira posição na chave, nem a meta de chegar à final olímpica. Ali, elas sonham em encontrar Juliana e Larissa, para uma decisão brasileira, tal como foi nos Jogos de Atlanta/1996.
''Seria um sonho ter novamente uma final brasileira e enfrentar a Juliana e a Larissa na final'', comentou Talita. Para ela, o alto nível do vôlei de praia brasileiro vai ajudar ela e Maria Elisa em busca do sonho de uma medalha olímpica. ''Chegar aqui já foi bem duro. A disputa pelas vagas brasileiras foi muito intensa e nossa dupla passou por várias situações de altos e baixos. Isso nos fez ficar mais unidas e com força para momentos complicados. Na hora decisiva, isso pode fazer diferença'', destacou.

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