Emanuel não teme favoritismo em Atenas
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sábado, 03 de abril de 2004
Gilmar Agassi<br>Reportagem Local 
O paranaense Emanuel, ao lado do baiano Ricardo, é a maior esperança de um ouro no vôlei de praia na Olimpíada de Atenas, na Grécia. Atuais campeões dos circuitos Mundial e Banco do Brasil, a dupla vem confirmando o favoritismo chegando nas finais de todas competições disputadas em 2004. Foram dois títulos, um em Ribeirão Preto, pelo Circuito Banco do Brasil, e outro em Salvador, pelo Mundial, além de um vice, na África do Sul, pela mesma competição. A dupla está em Londrina participando da etapa do circuito nacional. As finais de hoje estão previstas para começar às 10 horas.
O curitibano Emanuel diz que é perfeitamente possível manter o ritmo apresentado em 2003 e no início desse ano até agosto, quando serão disputados os Jogos Olímpicos. Ele explicou que foi desenvolvida uma forma de treinamento que prevê uma semana de descanso, após a disputa de três competições. ''Na próxima semana não estaremos jogando'', completou. Dessa forma, ele acredita que a dupla não chegará extasiada na Grécia.
Emanuel garante que o favoritismo não irá atrapalhar a dupla no objetivo de conquistar a medalha de ouro. Segundo ele, a dupla vem conversando muito sobre essa condição de favoritos. ''Desde o ano passado, estamos encarando isso como uma forma de pressionar nossos adversários'', comentou. Ele lembrou que na última Olimpíada, em Sidney, a dupla campeã, formada pelos americanos Blanton e Fonomoiana, não era favorita. ''A Olimpíada é uma competição diferente que envolve todo o País'', ressaltou.
Emanuel disputou a Olimpíada de Atlanta com Zé Marco, e a de Sidney com Loiola. Na primeira, segundo ele, faltou experiência. Na segunda, teria faltado espírito de equipe. Para Atenas, o paranaense sente-se mais preparado para chegar a vitória. Essa confiança está fundamentada nos resultados e, principalmente, no entrosamento com Ricardo. ''Podemos dizer que um completa o outro. Mas ainda não chegamos ao nosso ápice'', observou.
Pentacampeão dos circuitos Mundial e Nacional, o ouro olímpico, certamente, é o único título que falta no currículo de Emanuel. Afinal, a Federação Internacional de Voleibol (FIVB) o elegeu o atleta da década de 90, juntamente com Loiola.


