Em treino ruim, Parreira confirma time da estréia
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terça-feira, 14 de junho de 2005
Luiz Prósperi<br> Agência Estado 
Leverkusen - Carlos Alberto Parreira definiu ontem o time do Brasil que enfrentará a Grécia, amanhã, às 15h45 (horário de Brasília), em Leipzig. Escalação sem mistério, apenas a impressão de que a seleção sofrerá, e muito, na estréia na Copa das Confederações. A dúvida vem do coletivo de ontem no BayArena, estádio do Bayer Leverkusen. No modorrento treino entre titulares e reservas não saiu nenhum gol, nenhuma jogada brilhante. E duas perguntas sobraram: acabou o encanto da seleção? E o Robinho pode brilhar?
Parreira respondeu que não acabou o encanto. Gostou da forma como os titulares se comportaram e até por isso antecipou a escalação dos 11 eleitos para a estréia: Dida; Cicinho, Lúcio, Roque Júnior e Gilberto; Emerson, Zé Roberto, Kaká e Ronaldinho Gaúcho; Robinho e Adriano.
''Gostei do treino, o time ficou mais compacto. Os coletivos sempre são muito equilibrados. Foi ruim? No último coletivo antes de enfrentarmos o Paraguai disseram que foi um horror. Me perguntaram se gostei. Depois todos viram o que aconteceu...'' Brasil 4 a 1, show de bola.
Esta é a esperança do treinador: depois de um ensaio sem brilho uma apresentação de gala. Tudo muito bonito, porém, só na teoria. No exercício de ontem ficou claro que Cicinho joga pensando em ser centroavante e por isso levou um monte de bola nas costas. Kaká e Ronaldinho ainda não encontraram o tempo certo. Robinho e Adriano distantes como o Sol da Terra.
''O Robinho precisa encostar mais no Adriano, jogar no ataque. Pedi a ele que fizesse isso no treino. Esta Copa das Confederações será um grande teste para o Robinho'', antecipou Parreira. Robinho que se cuide. Arrebenta na Alemanha ou adeus lugar entre os titulares.
O craque do Santos recebeu o recado. Agora resta o jogo. A seleção brasileira deixou Leverkusen ontem à noite em vôo fretado para Leipzig. Hoje faz o treino de reconhecimento do gramado do Zentralstadion. E na amanhã estréia contra a Grécia.
''O time deles não tem nenhum analfabeto de bola. Todos sabem jogar. Eles têm um esquema fechado, marcam pesado e são fortes nos contra-ataques sempre com três jogadores. E a jogada aérea é mortal'', alerta Parreira. ''Mas temos de fazer valer o nosso favoritismo. Devemos assumir e jogar como favoritos.''


