Em pouco tempo, turma vai virar o time da avós
Enquanto a maioria já está com os filhos crescidos, Cláudia Musetti, 41, é uma das poucas mães que ainda tem adolescentes matriculados no colégio. ''Daqui a pouco vão chamar essa nossa turma de o 'vôlei das avós', porque os filhos já passaram'', brincou.
Miriam Bertassoni, 49 anos, nem se incomoda. ''Somos do tempo da brilhantina mesmo. Não damos bola. Pelo contrário, é um motivo de orgulho e queremos que seja um estímulo a mais para as mulheres da nossa idade praticarem esporte'', enfatizou. Miriam tem uma filha de 19 anos e um rapaz de 22, Paulo Renan, que é levantador do time adulto do Santander/Banespa-SP. ''Tenho certeza de que ele só virou um atleta profissional por influência do colégio e porque sempre nos via jogar aqui na quadra'', orgulha-se a mãe coruja.
A levantadora titular do time das mães é a baixinha Cristina Hisasi, 37, que mede menos de 1m60. Divertida, ela logo se conformou que não haveria outra posição para jogar na equipe. ''Com a minha altura ia ser complicado jogar de ponta. Imagina eu tendo que pular da linha dos 3 (metros)?'', brinca Cristina.
Nos torneios que a equipe disputa, todos eles dentro do Paraná, a ''Fernanda Venturini'' do Marista conta que as adversárias ''fazem pouco caso do time das velhas no início'' e só vão se dar conta quando o jogo já está perdido. ''Enfrentamos times de meninas novas que tiram sarro da gente antes da partida. Mas depois acabam tomando côco'', dispara Cristina. (J.K.)





