Em Porto Rico, Brasil estreia atrás do 10.º título da Liga
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quinta-feira, 26 de maio de 2011
Rafael Vergueiro <br> Agência Estado 
São Paulo - O vôlei brasileiro se tornou tão vencedor nos últimos anos que é até difícil encontrar novos desafios. Mas um rival certamente ainda está entalado na garganta do técnico Bernardinho e seus comandados: os Estados Unidos. E na Liga Mundial, que começa nesta sexta-feira - a seleção estreia contra Porto Rico, em San Juan, às 21h30 (de Brasília) -, o Brasil terá os norte-americanos pela frente logo na primeira fase.
Desde 2001, a hegemonia brasileira nas três competições mais importantes do voleibol (Jogos Olímpicos, Mundial e Liga Mundial) só foi quebrada três vezes, duas pelos Estados Unidos e uma pela Rússia. Neste período, o Brasil só perdeu a Liga Mundial de 2002 para os russos e foi superado pelos norte-americanos na mesma competição e nos Jogos Olímpicos de Pequim - ambos em 2008.
Na ocasião, o oposto Stanley destruiu a defesa brasileira. E ele está de volta, entre os jogadores inscritos na Liga Mundial. Em boa fase, foi eleito o melhor jogador norte-americano de vôlei no ano passado. O primeiro dos quatro confrontos entre as duas equipes pelo torneio está marcado para o próximo dia 11, em Belo Horizonte.
''Os Estados Unidos são uma pedra porque sempre jogam bem, têm aplicação tática melhor do que os outros e nesta Liga Mundial vão trazer vários jogadores da nova geração. Em 2008, foi uma derrota que doeu, não podemos deixar esse fantasma nos assombrar pelo resto do nosso caminho'', disse o central Gustavo, que voltará a atuar pela seleção brasileira após três anos de ausência, desde a última Olimpíada.
Renovação consolidada
Além de Gustavo, o Brasil terá o retorno do líbero Serginho. Ele não joga no time de Bernardinho desde 2009 - ficou afastado devido a um problema nas costas. Além dos dois, o Brasil terá outros veteranos na Liga Mundial - casos de Giba, Rodrigão e Dante. Já Murilo, o melhor atleta brasileiro de 2010, está fora da estreia brasileira, pois deixou o grupo para ficar ao lado da esposa Jaqueline, que estava grávida e perdeu o bebê no início desta semana. Será substituído por João Paulo Bravo.
O Brasil é o maior campeão da história da Liga Mundial com nove títulos (oito conquistados nas últimas 10 edições), contra oito da Itália e um de Rússia, Cuba, Holanda e Estados Unidos.


