São Paulo, 04 (AE) - Ao contrário do que acontece no Brasil, jogadores de futebol e de outros esportes de países como Itália, Espanha e Argentina se unem para defender os interesses da classe e chegam a desafiar federações, ligas e seus próprios dirigentes. As greves dos jogadores muitas vezes não chega a ser concretizada, mas só a ameaça funciona para eles conseguirem o que querem.
Há dois anos, o Campeonato Argentino foi paralisado em um levante dos jogadores contra o clube Deportivo Español, da Segunda Divisão, que tinha bloqueado o passe de dois dos seus atletas. Estrelas de times como o Boca Juniores e River Plate cruzaram os braços até que a situação fosse resolvida. A bola não voltou a rolar enquanto os dois jogadores não ganhassem passe livre.
Na Itália, ano passado, os atletas ameaçaram parar o campeonato por causa das suspeitas de uso de doping por parte de vários jogadores. Com a ameaça, as investigações foram suspensas. Na Espanha, os jogadores queriam fazer greve contra a invasão de estrangeiros nos clubes. O campeonato não parou mas os espanhóis conseguiram direito a voto nas decisões referentes ao tema dos extra-comunitário a partir do ano 2000.
Locaute - Curiosamente, a greve mais marcante ocorrida na história recente do esporte não foi dos jogadores, e sim dos patrões. A última temporada da NBA foi marcada pelo locaute promovido pelos donos das equipes que fecharam as portas para os atletas até que se estabelecesse um limite para os salários astronômicos. O movimento durou seis meses. O campeonato teve 40% dos jogos cancelados até que as duas partes entrassem em um acordo.

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