Em outros esportes, meninas dão exemplo de dedicação
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sábado, 07 de março de 2009
Jaime Kaster<br>Equipe da Folha 
Londrina - Toda mulher merece uma lembrança na data de hoje, mas para algumas vale uma homenagem especial pelo exemplo que dão às demais. Em anos anteriores, por ocasião do Dia Internacional da Mulher, a FOLHA reprisou histórias de atletas mais famosas de Londrina, como Natália Falavigna (medalhista olímpica em Pequim-2008 e ex-campeã mundial de taekwondo), Cleuza Maria Irineu (medalhista na Corrida de São Silvestre) ou Elisângela (medalha de bronze no vôlei em Sydney-2000).
Este ano, a FOLHA foi atrás de meninas desconhecidas do grande público. Meninas que estão no anonimato, mas nem por isso deixam de protagonizar histórias interessantes, de luta e de aposta no esporte. O amor que têm pelo esporte é o que as mantém na ativa.
Mal completou 18 anos, Raphaella Galacho, do taekwondo, teve que mudar de cidade para continuar treinando em alto nível, afinal acalenta o sonho de participar de uma Olimpíada. A garota já conquistou grandes títulos treinando pela equipe Rodney Saraiva, de Santos, sua cidade natal, mas decidiu se mudar para Londrina, no começo do ano, para aumentar as chances de se tornar uma atleta olímpica.
Na cidade, está seguindo os passos de Natália Falavigna, 24 anos. Raphaella aceitou o convite para treinar em Londrina atraída pela estrutura da nova equipe de Natália, patrocinada pela Unopar. ''Ganhei bolsa de estudos na universidade e aqui teremos todo o suporte técnico, de preparação física e nutricional, e pegarei experiência com a Natália, que é a melhor do País no momento'', afirma a pupila. Seu único vínculo com a cidade de Santos continuará sendo o seu técnico (à distância), Rodney Saraiva.
Com os meninos
Marcelly Chue Gonçalves, 17 anos, é, na opinião do seu treinador, Marival Mazzio Júnior, o maior destaque da equipe feminina Sub-18 de basquete de Londrina. É a categoria que representará a cidade nos Jogos da Juventude do Paraná (Jojups). A garota superou obstáculos envolvendo o basquete para mulheres desde os 10 anos, quando chegou a Londrina, vinda de Wenceslau Braz (Norte Pioneiro).
''Como sempre gostei de esportes, ao chegar aqui comecei a treinar ao mesmo tempo as três modalidades que o meu colégio na época (Delta) oferecia para meninas: vôlei, ginástica rítmica e futsal. Mas eu não me fixava em nenhuma delas. Só me identifiquei mesmo foi com o basquete, alguns meses depois'', relembra. O problema é que o basquete era só para meninos.
Com isso, Marcelly teve que treinar durante um bom tempo com o time masculino da escola até que aparecessem meninas interessadas na modalidade. Somente um ano depois, em uma competição municipal chamada Copa do Futuro, a garota conseguiu jogar pelo Delta num time só de meninas.


