Em novo julgamento, TJD elimina mais quatro do futebol
Curitiba - Quem vai dar a palavra final é o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), com data ainda indefinida. Entretanto, terça-feira à noite, após o julgamento do recurso encaminhado pela Procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) do Paraná, o ''caso Bruxo'' teve mais quatro condenados, anteriormente absolvidos na primeira audiência. O diretor-administrativo da Federação Paranaense de Futebol, Johelson Pissaia, e os árbitros Antônio Salazar Moreno, Marcos Tadeu da Silva Mafra e Sandro César da Rocha, foram eliminados do futebol.
Os quatro se juntam aos já banidos, o ex-árbitro José Francisco de Oliveira, o Cidão, e os dirigentes Gilson Pacheco, Genézio Camargo e Sílvio Gubert. Todos foram eliminados do futebol por participação no esquema de manipulação de resultados na Série Prata do Campeonato Paranaense. Agora são oito condenados dos 13 réus indiciados.
A nova votação ocorreu porque a Procuradoria do TJD entendeu que houve incoerência no primeiro julgamento, quando somente Cidão, Pacheco, Camargo e Gubert foram condenados. Além das evidências para punir os outros réus, o procurador Davis Bruel entende que houve erro de interpretação do artigo 131 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que, em suma, pode prever voto com maior peso para o presidente do tribunal em caso de empate no pleito.
Assim, houve nova votação e, com a presença do auditor Valério Vanhoni, ausente no primeiro julgamento, os quatro réus que tiveram suas absolvições contestadas foram condenados por 5 votos a 4. A decisão agora vai para última instância e até mesmo os cinco réus absolvidos até agora podem ser condenados no STJD. Os árbitros aposentados Carlos Jack Rodrigues Magno e Amorety Carlos da Cruz, assim como os ex-integrantes da Comissão de Arbitragem, Fernando Homman, Valdir de Souza e Antônio Carvalho, também correm o risco de serem eliminados do futebol. (Claudio Yuge, Equipe da Folha)





