Em Michigan, o lance é pisar fundo
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sábado, 25 de julho de 1998
Da Redação 
Velocidade total é o que vai acontecer hoje no circuito oval de Michigan, de duas milhas, que sedia hoje a 12ª etapa do Mundial de Fórmula Indy. A única novidade será a nova asa dos carros, que diminuirá a velocidade dos mesmos. Por outro lado, esta pista velocíssima será um palco perfeito para Alessandro Zanardi já que o italiano da Chip Ganassi, líder disparado no campeonato com 175 pontos, foi o vencedor da corrida de 97. Agora tem 69 pontos à frente do segundo colocado na classificação, seu companheiro de equipe Jimmy Vasser. O SBT mostra a corrida ao vivo a partir das 14 horas.
No ano passado, Zanardi largou na sétima posição e liderou mais voltas (104 das 250 voltas), assumindo o primeiro lugar na classificação do campeonato justamente nesta prova. Foi a caminhada rumo ao seu primeiro título na Indy, resultado que ele deve repetir em 98. Nas três corridas em ovais disputadas este ano, Zanardi teve bons resultados: terminou em terceiro em Homestead, em segundo na Rio 400 e venceu em Madison.
Em relação aos brasileiros, nenhuma expectativa para esta prova. O melhor colocado no campeonato continua sendo Gil de Ferran, que terminou esta corrida em 97 em terceiro lugar. Com tantas incógnitas para este ano, principalmente sobre os motores e pneus, Gil acredita que será com certeza uma prova interessante. O principal será ter um carro bem equilibrado, de fácil controle, porque a tendência será de deslizar e correr muito nas curvas. Será mais interessante nas retas agora, porque percebemos durante os testes, que podemos ser um pouco rebocados pelo carro da frente, concluiu.
Depois dos carros da Indy atingirem marcas assustadoras em Fontana no ano passado e de Jimmy Vasser fazer uma volta de 30s682 com a velocidade média de 377.575 km/h - recorde oficial de Michigan - a Cart resolveu diminuir a velocidade dos carros este ano para a U.S. 500, criando uma asa que faz aumentar o arrasto. O carro fica mais leve, mas isso não significa que ele vai andar mais rápido porque ele perde aerodinâmica. Fica instável nas curvas e a gente tem de aliviar no acelerador para não escapar, explica Tony Kanaan, da equipe Tasman.
Segundo Diane Holl, engenheira do carro de Tony Kanaan, a novas asa trará um dramático efeito. Ela diminui o nível de downforce e aumenta o arrasto. A velocidade, inclusive nas curvas, será reduzida, e haverá mais turbulência para quem vem atrás, o que tornará mais difícil a pilotagem no tráfego.
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