Em Maringá, Ricardinho descansa para amistosos
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terça-feira, 13 de outubro de 1998
Maringá e Agências 
O levantador Ricardinho, reserva de Maurício na seleção brasileira de vôlei, tem dois ótimos motivos para desfilar seu sorriso em Maringá: a conquista na noite de domingo em Mar del Plata da 1ª Copa América, num jogo emocionante (3 a 2 sobre a Argentina), e a filha Júlia, de 11 meses, que mora com a mãe Fabiane na cidade. Venho morar aqui dentro de um ano, anunciou ele.
Paulistano de Santa Amaro, corintiano, 1,90, o levantador contou como foi a final contra a Argentina, assistida por cerca de seis mil pessoas no Ginásio Poliesportivo de Mar del Plata. Foi um jogo muito equilibrado. Ganhamos por 27 x 25, no tie break, em mais de duas horas, disse ele. No final do jogo, Ricardinho foi agredido. O jogo já havia acabado, tínhamos recebido a premiação e estávamos nos retirando para o vestiário quando a torcida invadiu a quadra. Houve um bate-boca e um dos torcedores, por trás, me acertou um soco na orelha. Não tive dúvidas. Revidei com outro soco, só que ele caiu, contou o atleta.
Ricardinho chegou ontem cedo a Maringá e segue hoje para o Sul, onde a seleção inicia uma série de três jogos amistosos contra a seleção de Cuba. Os outros dois jogos serão em Joinville e Brasília. O de hoje começa às 19 horas, em São Leopoldo.
VenturiniA seleção brasileira feminina de vôlei fica no Rio de Janeiro até o próximo dia 22, quando embarca, para o Mundial do Japão. Nossa estréia é logo contra a Rússia, mas até lá estaremos preparadas e passar por elas vai facilitar muito nosso caminho até a fase final, disse a levantadora Fernanda Venturini, que não jogou o Grand Prix e está retornando ao time.
Fernanda confirmou que não participar do Grand Prix provocou o amadurecimento de idéia, e hoje ela tem certeza de que vai mesmo parar de jogar na seleção: estou me dando ao máximo e tentando me despedir com chave de ouro. Vejo que meu papel na seleção se encerra por aqui. Eu só tenho vontade de ir às Olimpíadas como torcedora.


