Em Londrina, amigos sofrem acompanhando pela TV
A torcida não surtiu o efeito e a esperada medalha de ouro de Natália Falavigna não veio ontem, na disputa da final contra sua já conhecida algoz Maria Espinoza, do México. Natália não fez uma boa luta, teve pouca iniciativa durante os três rounds e acabou castigada com o ''golden point'' no tempo extra.
Para a torcida, que ficou em Londrina e assistiu ao combate na Academia Madureira, onde a atleta treina, sobraram as lamentações e reclamações contra a arbitragem. Ao final da luta, o técnico Josué Lima, que integra o quadro de árbitros da Federação Paranaense de Taekwondo, considerou equivocado o julgamento dos árbitros.
''Para mim, naquela hora do golden point houve erro da árbitra. A Natália entrou com o golpe primeiro na adversária e só depois a Espinoza acertou ela. A árbitra marcou ponto para a mexicana. Mas foi muito rápido. Não deu para ver direito'', comentou Lima.
Lima disse que se fosse o árbitro, não marcaria o ponto para nenhuma das duas: ''Elas bateram praticamente juntas'', justificou o técnico, admitindo que o taekwondo é um esporte que às vezes comete injustiça. ''Nem sempre o que lutou melhor e foi mais agressivo é declarado vencedor. Depende da interpretação da arbitragem. E um erro apenas pode colocar um trabalho de quatro anos por terra'', afirmou.
Entre os atletas que torciam por Natália estava Atílio Ceccatto, 24 anos, que também trabalha como professor. ''A gente fica chateado de ver ela perder o ouro dessa forma (no golden point). Mas garanto que será muito bem recebida na cidade, porque é o resultado de um longo trabalho'', disse Ceccatto.
Gladson Nobre, 18 anos, era um dos que sofria ao assitir pela tevê. ''Vai Natália, fica em cima dela, não dá espaço não'', gritava. Outros davam a receita para a vitória sobre a mexicana: ''Você é alta. Acerta logo a cabeça dela para fazer dois pontos'', cobravam. Enquanto olhava a luta bastante ''amarrada'' de Natália, Nobre explicou à reportagem que entre atletas de alto nível é comum um ficar esperando o outro. ''Eles não abrem a base para tentar um golpe porque podem levar um contra-ataque e perder a luta'', explicou. (Jaime Kaster)





