Em Londres, judoca espera realizar sonho frustrado
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sábado, 05 de maio de 2012
Amanda Romanelli <br> Agência Estado 
São Paulo - Em 2007, Érika Miranda saiu na frente da equipe brasileira de judô: com o quinto lugar no Mundial do Rio, foi a primeira atleta a garantir vaga nos Jogos Olímpicos de Pequim. Mas a brasiliense que conquistou a classificação de maneira tão precoce, se despediu do sonho olímpico com a mesma rapidez. Uma lesão no joelho direito, ocorrida na véspera da viagem para a aclimatação no Japão, tirou ela da Olimpíada de 2008.
Quatro anos depois, a brasiliense está de volta ao cenário olímpico. Às vésperas de completar 25 anos, ela garante estar mais madura e aparece como um dos principais nomes do judô brasileiro nos Jogos de Londres. Na categoria meio-leve (até 52kg), Érika é a terceira melhor do ranking mundial e será uma das cabeças de chave.
''Eu era uma pessoa muito ansiosa, ficava querendo treinar demais, fazendo tudo demais. E foi justamente nesse 'a mais' que eu me machuquei'', lembra Érika.
Sobre o triste corte em Pequim - quando prometeu reconquistar seu lugar na equipe olímpica - sobram agora lembranças mais amenas. Apesar de ter sido desligada da delegação já em Pequim, Érika chegou a vivenciar o clima da Vila Olímpica por um dia e pôde viver uma experiência que não terá em Londres. ''Como aconteceu aquilo (o corte) em Pequim, eu tive a oportunidade de participar da cerimônia de abertura, algo que eu espero que não vá acontecer agora'', contou a judoca, aos risos.
Por causa de sua categoria, Érika compete já no segundo dia de disputas dos Jogos de Londres e deve ver a cerimônia de abertura pela televisão, para não se desgastar antes da competição. ''Foi uma chance única. As pessoas falavam para eu aproveitar. E eu realmente fiquei feliz, só que logo depois pensava: 'Por que eu estou feliz se eu não vou lutar?''', revelou, com bom humor.
Apesar de sonhar com a estreia olímpica que tardou quatro anos, Érika afirma estar mais tranquila. ''Eu esperava mil coisas e aconteceu o que aconteceu. Agora, estou muito mais pé no chão, mais realista, mas com vontade dobrada'', avisou.


