Belo Horizonte - Para quem ainda duvidava de sua capacidade nos jogos decisivos, o meia Alex, do Cruzeiro, acredita que deu uma resposta contundente ao comandar o time celeste no empate em 1 a 1 com Flamengo no último domingo, no Maracanã, pela partida de ida da final da Copa do Brasil. A bela atuação do armador paranaense ficou simbolizada no toque de letra que terminou nas redes do goleiro Júlio César.
Alex, porém, prefere não se entusiasmar com o assédio cercado de elogios. ''A fase é boa, mas eu já me iludi com essas coisas e hoje já não me iludo mais. O futebol se resume muito a 90 minutos'', diz a maior estrela celeste, ciente de que, exatamente por esta condição, deverá ser o mais cobrado caso os mineiros deixem o título da competição escapar dentro de casa. ''De repente, na quarta-feira, nada acontece a nosso favor e as coisas podem ter uma transformação muito grande'', afirmou. ''Eu acredito que esteja num bom momento, mas eu procuro não me iludir mais e saber que a importância do próximo jogo é bem maior''.
Ontem, após a reapresentação do grupo celeste na Toca da Raposa II, Alex passou boa parte do tempo descrevendo o golaço, numa jogada que ele avaliou como a mais simples a ser feita naquele momento. ''Eu procuro simplificar. Esse lance de ontem é um exemplo disso. De repente, eu vindo de frente talvez não tivesse a possibilidade de fazer o gol''.
Para o meia, em sua carreira o gol foi mais importante do que bonito. ''Já fiz outros bem mais bonitos, mais com certeza esse foi o mais importante'', disse. Ele lembrou que caso o jogo de amanhã termine empatado em 0 a 0, o título ficará com o Cruzeiro.

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