Em dúvida, professor Carpegiani cobra jogadores do Corinthians
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terça-feira, 08 de maio de 2007
Agência Estado 
Águas de Lindóia - Ele corre, grita, gesticula, balança a cabeça, pula, levanta o braço, estica a perna, aponta o dedo, apita, puxa o jogador, chuta... A semana de treinos em Águas de Lindóia está deixando o professor Paulo César Carpegiani, como gosta de ser chamado, transtornado. O problema com o posicionamento dos jogadores e o Boletim Informativo Diário (BID) da CBF andam tirando o sono do treinador do Corinthians.
A quatro dias da estréia da equipe no Brasileirão, domingo, diante do Juventude, no Morumbi, o técnico ainda não sabe qual time mandar a campo e o esquema a ser utilizado. O goleiro Felipe, os zagueiros Zelão e Fábio Ferreira e os atacantes Everton e Finazzi não tiveram ainda seus nomes divulgados pelo BID, ou seja, não poderiam, até ontem à noite, participar da estréia corintiana.
''Não sei quem posso utilizar dos reforços, por isso trabalho com as possibilidades que tenho. Armo um time com 11 e pronto, trabalho com eles'', lamentou Carpegiani, tendo de dar verdadeira aula de futebol para seus jogadores. Os treinos vêm sendo basicamente de posicionamento, principalmente da defesa. Um dia depois de trabalhar com três formações diferentes de defesa, todas com três zagueiros, resolveu utilizar apenas dois: Gustavo e Betão, com Wilson sozinho no ataque.
''Não que seja escolinha, mas estou tendo de insistir demais com o posicionamento, coisa que deveria vir da base. São vários exercícios para ver se no dia do jogo eles estejam com a lição na ponta da língua'', informou. As provas orais acontecem a todo momento. ''Está duro, pois parece que lá embaixo (categorias inferiores) eles não aprenderam.''
O maior problema de Carpegiani, no momento, é a defesa. Como não tem lateral-esquerdo de ofício, ele gostaria de utilizar três zagueiros, mas conta apenas com Gustavo e Betão, já que anda decepcionado com Marinho e Marcus Vinícius. ''A diretoria sabe que temos posições carentes'', pressiona.


