Em doses certas, praticar esporte faz bem à saúde
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terça-feira, 12 de maio de 2009
Renato Oliveira<br> Reportagem Local 
Praticar exercícios físicos é, sem dúvida, uma boa opção para cultivar a saúde. Mas, como em tudo na vida, a dosagem é quem determina se os resultados serão positivos ou negativos. Na medida certa, eles trazem consigo benefícios tais como resistência, disposição e bom-humor. Porém, quando excessivos podem acarretar em complicações físicas, a exemplo dos atletas profissionais, normalmente submetidos a intensas baterias de treinamentos em busca de resistência, mas que aceleram a degeneração de alguns órgãos e articulações.
O principal detalhe ao qual o interessado em praticar algum esporte deve estar atento é a segurança. Segundo Matias Loch, coordenador da graduação em educação física da UEL, os exercícios físicos são seguros, mas existe um grupo de pessoas que só pode praticar com autorização e controle de médicos, personal trainers ou nutricionistas. Mas no geral, não há restrições. Conforme diz a literatura: um pouco é melhor do que nada, mas hoje, as recomendações falam de 30 minutos diários, afirma.
As teorias mais recentes sobre as práticas esportivas já superaram aquilo que se comentava no meio durante os anos 80. Naquela época, afirmava-se que para usufruir dos benefícios das atividades físicas seriam necessárias práticas em níveis elevados. Porém, Loch defende que elas se mostraram errôneas com o passar dos tempos, afinal altos níveis de rendimento e esforços garante a saúde do praticante. Pelo contrário, na maioria das vezes é uma prática excessiva o fator que prejudica a saúde. Tem que ser na dose certa, acredita.
Para exemplificar seu argumento, Lock acredita que o excesso reage de maneira negativa no sistema imunológico. A maioria das categorias profissionais exige dos atletas níveis absurdos de esforços. O futebol é o melhor exemplo. O sistema imunológico destes atletas tende a ser inferior ao dos que possuem níveis de exercícios mais controlados, aponta.
Por isso, Lock ensina que o segredo para se manter no meio termo é ter bom senso e muita atenção na percepção subjetiva de esforço. O professor acredita que a maioria dos esportistas respeita o limiar da dor, porque o organismo vai emitir sinais apontando que o atleta está ultrapassando seus limites. Mas muitos não têm essa opção e precisam administrar este limiar, senão não conseguem obter bons desem-penhos, compara.
Diante desta situação é importante frisar que o praticante que não almeja uma projeção profissional deve manter o controle. Os jogadores de futebol são bons exemplos disto: é só contar o número de lesões no decorrer da carreira deles, como o Ronaldo Fenômeno por exemplo, aponta Loch. Geralmente muito curtas, é uma profissão onde as carreiras terminam aos 35 anos de idade. Como nem todos possuem um plano de carreira muitas vezes as sequelas não compensam o bom dinheiro que eles sonham em ganhar, arremata fazendo referência aos atletas amadores.


