São Paulo - O ano era dos piores na carreira de Marat Safin. Ex-número um do mundo, o russo sofreu para se recuperar de contusão, rompeu com seu técnico, jogou mal e chegou a ficar fora do grupo dos 100 melhores tenistas. Ontem, contudo, relembrou seus melhores dias e saiu como herói do bicampeonato obtido pela Rússia na Copa Davis.
  Em Moscou, Safin bateu o argentino José Acasuso por 3 sets a 1 (parciais de 6/3, 3/6, 6/3 e 7/6) na quinta e derradeira etapa do confronto. É a primeira vez que o país festeja um título do evento em casa. ‘‘Não podíamos perder essa chance’’, resumiu o atleta, que hoje ocupa o posto de número 26 no ranking -galgou 78 posições em três meses.
  Com o apoio de um empolgado Maradona nas arquibancadas - o ex-craque viajou para acompanhar as partidas in loco, a exemplo do que fizera com a seleção de futebol na Copa da Alemanha -, os visitantes iniciaram o dia com um triunfo.
Também por 3 sets a 1, David Nalbandián passou por Nicolay Davydenko e empurrou a decisão para o último embate. Acasuso, que substituiu Juan Ignacio Chela, conseguiu manter o duelo equilibrado. No final, porém, fraquejou. ‘‘Eu sentia dores nos calcanhares e estava com as pernas mortas. Provavelmente não agüentaria se precisasse jogar o quinto set’’, afirmou.
  A festa nas arquibancadas, coroada com a presença do ex-presidente Boris Yeltsin, marcou também manutenção de um tabu. A Rússia não perde um duelo da Copa Davis em seus domínios desde 1995.

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