Curitiba - O depoimento do ex-árbitro e atual presidente do Sindicato dos Árbitros do Paraná, Amoreti Carlos da Cruz, ontem, no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) do Paraná, ficou abaixo das expectativas do auditor Paulo César Gradella Filho, que preside o processo. Amoreti limitou-se a negar ser um dos ''bruxos'' no caso de manipulação de resultados no futebol paranaense e, diferente do que havia prometido, não apresentou provas e nem revelações bombásticas.
Amoreti foi convocado pelo TJD-PR após o depoimento do presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Moura, que acusou o ex-árbitro de manipular a escala de apitadores juntamente com o ex-presidente da Comissão de Arbitragem, Fernando Luiz Homann, no Atletiba decisivo da final da Série Ouro do Paranaense do ano passado.
De acordo com Gradella Filho, o depoimento de Amoreti não foi conclusivo. ''Foi bem abaixo do esperado. Esperávamos provas, outras informações sobre irregularidades mas ele não trouxe nada. Apenas disse que há problemas na associação dos árbitros (Associação Paranaense de Árbitros de Futebol - Apaf)'', disse ontem.
Assim, os próximos a serem convocados a depor serão o ex-tesoureiro da Apaf, Airton Nardelli, e Homann, intimados para falar nos próximos dias 3 e 4. Na segunda-feira, o ex-presidente do Operário de Ponta Grossa, Antônio Mikulis, que faltou à sua audiência de quinta-feira, deve se apresentar para ser ouvido sobre possível irregularidade na Série Ouro de 2000. O dirigente é acusado pelo árbitro José Francisco de Oliveira, o Cidão, de, juntamente com Moura, combinar ''venda de resultados'' com clubes. O inquérito, o segundo do ''Caso Bruxo'', tem prazo para terminar no dia 15 de novembro, quando as investigações completam um mês.
Também na segunda, a Promotoria de Investigações Criminais (PIC) inicia a investigação na esfera da Justiça Comum. O primeiro a ser ouvido no Ministério Público será o presidente da FPF, Onaireves Moura.

mockup