Em Curitiba, francês e croata apostam no título
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terça-feira, 07 de julho de 1998
Marcos Freitas Especial para a Folha 
Croatas e franceses têm hoje um dia de muita emoção na Copa do Mundo. Uma dessas torcidas vai estar decidindo o título do Mundial com o Brasil no domingo. Em Curitiba, dois representantes dessas torcidas se encontaram ontem, para falar sobre a partida. O croata Sascha Buterim e o francês Emeric Shevalier dizem já estar ambientados no Brasil. Ambos confessam estar em clima de copa no país do futebol.
O croata Sascha Buterin, 28, que nasceu em Zagreb, é modelo e DJ. Ele está em Curitiba há três anos e diz que acredita muito na vitória de sua seleção. Acho que não será nada fácil pois jogaremos com a dona da casa, diz. Ele conta que antes de morar no Brasil estava em Miami (EUA), onde conheceu sua esposa. Eles vieram para cá, se separaram, ela foi embora e ele ficou. Adorei este lugar, conta.
Sascha confessa que não é muito fanático por futebol. Mas o clima de Copa do Mundo no Brasil contagiou o croata que já se diz especialista na Copa. Ele arrisca uma análise das duas equipes: A Croácia é uma grande surpresa para quem não conhece os jogadores, mas é bom lembrar que vários deles jogam no futebol europeu e defenderam a antiga Iugoslávia, analisa. Para ele, o grande nome da Croácia é o atacante Suker. Sobre a França, Sascha diz que é uma seleção com boa defesa e um bom meio-de-campo. Mas não faz muitos gols, diz. Vai ser um jogão, prevê. Para finalizar, ele dá um palpite: acho que ganhamos da França e, depois, do Brasil, disse.
Já o francês Emeric Shevalier, 24, que é administrador numa empresa em Curitiba, é bem mais cauteloso. O jogo vai ser difícil pois a Croácia é uma grande seleção, diz. No Brasil há 19 meses e em Curitiba há apenas dois, Emeric diz que a França tem a melhor defesa da copa, só tomamos um gol na Copa e foi de pênalti, conta. Ele viu todos os jogos da Seleção e conhece bem a seleção. Temos um bom meio campo e gosto muito do Petit, mas o nosso ataque não é muito bom, apesar de termos Zidane, analisa. Para ele, falta um Ronaldinho no ataque deles.
Emeric teme um pouco a euforia da imprensa francesa com relação ao jogo de hoje. Para ele, a imprensa do seu país não está dando a importância que a Croácia merece. O jornal LEquipe, por exemplo, diz, antes da partida, que o jogo já está ganho, resigna-se. Ele confessa que prefere um jogo ruim com muitos gols do que um jogão com final zero a zero.


