Em Curitiba, as duas torcidas comemoram
Curitiba - A torcida ucraniana esperava um desempenho melhor da Ucrânia diante da Itália, pelas quartas-de-final da Copa do Mundo da Alemanha. Mas, se o resultado não veio, os descendentes que roeram as unhas em Curitiba ficaram felizes pelo time do atacante Shevchenko ter chegado tão longe em seu primeiro Mundial.
''Só por ter chegado até aqui já é uma vitória'', resumiu ontem a garçonete Marici Zelia Simbala, 20 anos, que acompanhou a partida com um grupo de descendentes no restaurante Durski, local onde as comidas típicas estão cercadas da história da Ucrânia. Pouco antes da partida, a moça ensinava a dizer ''Ide Ide Copkne Shevchenko!'', algo como ''vai, vai, chuta Shevchenko!''.
O dono do restaurante, Luis Renato Durski Junior, 44, faz parte da terceira geração de ucranianos que chegaram ao Paraná em 1890 e se instalaram em Prudentópolis, antes de chegar a Curitiba. ''O Paraná tem cerca de 700 mil ucranianos e o Brasil é a segunda maior colônia de ucranianos no mundo, atrás só do Canadá'', observou.
Antes da partida, Durski arriscou o placar de 1 a 0 para a Ucrânia, com gol de Shevchenko. E explicou a razão pela qual a chegada às quartas-de-final já é considerada uma vitória para o povo ucraniano. ''Todo país que entrou para a Copa, mudou o país, como Gana. Essa é a primeira vez da Ucrânia na Copa e isso pode servir para demonstrar que a Ucrânia é um país independente da Rússia, porque a Ucrânia sempre ficou ali na sombra da Rússia.''
No grupo de aproximadamente 30 pessoas que acompanhou a partida no restaurante, a torcida feminina era maioria absoluta e não perdeu o bom-humor, mesmo com o placar adverso. Afinal de contas, o sentimento era de que Shevchenko e sua turma já tinham cumprido a missão. Bom para os italianos, que mais uma vez puderam comemorar com muito frango e polenta em Santa Felicidade, bairro colonizado pelos 'tifosi' em Curitiba.





