Em crise, Paraná lava roupa suja
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 04 de fevereiro de 2003
Luiz Claudio Oliveira<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A luz vermelha está piscando em Vila Capanema, mostrando que a situação do Paraná Clube é crítica. Se o Campeonato Paranaense terminasse hoje, o Tricolor estaria não só desclassificado como rebaixado para a Segunda Divisão. Por isso, ontem foi dia de reunião entre comissão técnica, jogadores e o presidente do clube, Ênio Ribeiro.
Em três jogos, o Paraná ainda não sabe o que é vitória no Estadual. Com apenas um ponto ganho, está na 15 posição, à frente apenas do Cascavel. O time marcou apenas três gols e levou seis.
A derrota para o Coritiba no clássico de domingo, poderia ser considerada normal, mas ajudou a enterrar o clube numa crise iniciada já na estréia do Paranaense, quando perdeu para o Roma, por 3 a 1, em Apucarana.
Durante a reunião de ontem, que ocupou boa parte da tarde, especulava-se sobre uma possível mudança da comissão técnica, mas o presidente Ênio Ribeiro descartou o afastamento do técnico Caio Júnior. Ninguém no clube quis falar sobre o teor da reunião, alegando que era ''questão de ordem interna'', como disse o técnico.
No treinamento de ontem, não compareceram o lateral-direito Jefferson e o zagueiro Cristiano, que ficaram em tratamento médico. Cristiano já está vetado e sem condições para partida de amanhã, contra o Grêmio, em Maringá. Ele deverá fazer exames mais aprofundados para saber da gravidade da lesão no joelho e conforme o resultado, poderá ter que se submeter a uma intervenção cirúrgica.
Além de Cristiano, o volante Goiano também não joga porque cumpre suspensão automática por ter sido expulso no clássico com o Coritiba. Caio Júnior define o time apenas hoje, antes da viagem à região Noroeste.


