O rompimento entre o Londrina e seu ex-diretor de futebol, o empresário paulista Cícero Afonso da Silva, a frustração de seu ex-sócio de ocasião e líder do grupo de apoio, o empresário local Iran Campos, e a não-participação no Torneio Sul-Minas, estreitaram o horizonte financeiro do clube.
Segundo o novo diretor de futebol, o empresário Persius Sampaio, a folha ficará em torno de R$ 40 mil e o ‘teto’ salarial não passará de R$ 2 mil. ‘‘O
impacto com as últimas notícias foi grande, mas temos que continuar. A ordem é enxugar’’, afirmou o dirigente, que confirmou que Dorival Pagani continuará como vice-presidente de futebol.
O gerente de futebol Adriano Coelho e o técnico Freitas Nascimento continuam observando futuros reforços no Nordeste Brasileiro. De concreto, apenas dois reforços: o goleiro Márcio Silveira (ex-Mogi Mirim), 29 anos, e Paulinho Andrade, 24 anos, meia-ofensivo do ASA, de Arapiraca (AL). ‘‘Quando Freitas chegar já deveremos ter os jogadores na mira’’, acredita Sampaio. Freitas e o que sobrou do ‘‘desmanche’’ de fim de ano se apresentarão na terça-feira. Apenas três dias depois – após o arbitral técnico na Federação Paranaense de Futebol – é que o clube terá em mãos a tabela e a fórmula de disputa do Estadual.
Ontem, Iran Campos declarou a uma emissora de rádio que não participará mais efetivamente do quadro de colaboradores. Demostrando muita mágoa com Nem e Edmílson e principalmente com Cícero, Iran anunciou um quase afastamento. O empresário disse que continua disposto a colaborar, embora em menor intensidade. Ele afirmou que deve renegociar a dívida contraída pelo clube para cobrir os prejuízos da disputa da Série B do Campeonato Brasileiro.
O presidente Osvaldo Sestário Filho deve se reunir hoje com Cícero. Ele deverão conversar sobre como será feita a recisão dos contratos dos dois meias. A Folha apurou que o Londrina teria a intenção de barrar a liberação de ambos com a ajuda do presidente da Federação Paranaense de Futebol, Onaireves Moura.

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