Em crise, Grêmio Maringá ainda resiste e continua na Seletiva
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quinta-feira, 31 de julho de 2003
Marta Medeiros<br>Equipe da Folha 
Maringá - O Grêmio Maringá é hoje um 'clube de 11 camisas e nada mais'. No momento não há melhor expressão para verbalizar as consequências de um time que tem um presidente preso e nenhum dinheiro para segurar as barras do elenco de 26 jogadores que ainda ontem treinava para o último jogo da Seletiva da Série C do Campeonato Brasileiro. Pelos jogadores, o Galo até teria desistido da Seletiva, mas o clube foi intimado pela Federação Paranaense de Futebol (FPF) e pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para continuar no certame sob pena de ser desfiliado.
Com três meses de salários atrasados e chapéu correndo solto pela cidade para garantir a presença dos jogadores em Bandeirantes, contra o União, amanhã, o elenco decidiu mais uma vez dar o 'sangue' para o time. O jogo é difícil porque o Grêmio Maringá precisa de no mínimo um empate ou perder por uma diferença de apenas um gol para garantir o segundo lugar da Seletiva.
Jogadores mais sortudos como Val Baiano (que foi para o Santos e era o artilheiro do time) e os alas Kanu e Leonel (destaques que foram para o Iraty) conseguiram escapar da triste sina de uma equipe que depende de um alvará de soltura da Justiça de Chapecó (SC) para permanecer como único clube representante da terceira maior cidade do Paraná. O presidente Aurélio Almeida, preso em junho deste ano, em Curitiba, foi levado para Chapecó porque está condenado em um processo por estelionato.
O pessoal que ainda se mantém à frente do clube diz que se o presidente for solto a esperança está no fim das férias forenses e da assinatura do juiz principal da ação , vai conseguir capitalizar recursos e levar o Galo adiante. Almeida é tido como o único homem de dinheiro do Grêmio e dono de diversos passes de jogadores.
Apesar de todas as dificuldades e situações bizarras nunca antes vividas pelo Grêmio, o técnico Hugo Matos continua fiel às promessas do presidente. Passando o chapéu, a equipe conseguiu R$ 3 mil para custear viagem, alimentação e hospedagem em Bandeirantes.


