Em crise, Botafogo-SP dispensa jogadores
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domingo, 12 de setembro de 1999
Por Brás Henrique 
Ribeirão Preto, 13 (AE) - A euforia pelo acesso à Primeira Divisão do futebol brasileiro, em dezembro do ano passado, está-se transformando, agora, em pesadelo para o Botafogo de Ribeirão Preto. Planejamentos equivocados e contratações erradas estão conduzindo o time de volta à Série B. A diretoria e o técnico prometem medidas urgentes e amanhã seis ou sete jogadores, experientes - o meia Palhinha pode ser um deles - ou que fracassaram, devem ser dispensados para que outros, menos conhecidos, sejam integrados.
Desde o início do ano, os dirigentes botafoguenses e sua aliada - a Brunoro Sports, que administra o futebol e profissionalização do clube - cometeram uma série de equívocos. Primeiro, disseram que o importante era manter o Botafogo na elite do Campeonato Brasileiro, ignorando a possibilidade do acesso no Campeonato Paulista.
Porém, o tempo passou e o time não foi preparado para nenhuma das competições. O fracasso no futuro estava sendo desenhado. O grupo de jogadores era fraco e o técnico Marco Antonio Machado perdeu, aos poucos, o comando, sendo demitido tardiamente. As primeiras contratações ocorreram no início do quadrangular semifinal da Série A2.
O veterano zagueiro Henrique, após quase seis meses parado, estreou e contundiu-se com 13 minutos de jogo. Outros tornaram-se um fiasco, como o lateral Cleomir. O vexame inevitável provocou a troca de Machado por Muricy Ramalho, que, em 14 jogos, conseguiu apenas uma vitória, perdendo até para time amador. O meia Fábio Mello, ex-São Paulo, foi outra contratação errada: está há mais de três meses no clube e, contundido, ainda nem estreou.
"Houve erros, o elenco está inchado e muitos não vão permanecer aqui", disse, hoje, o presidente do Botafogo, Ricardo Christiano Ribeiro. Segundo ele, "qualquer um pode ser dispensado, pois todos são iguais." Isso significa, inclusive, Palhinha, que, após mostrar pouco empenho, perdeu espaço com o técnico Lula Pereira. Nem ficou no banco contra o Santos e surgiram os comentários de que o meia estaria contundido, ou gripado.
O veterano volante Júnior, de 37 anos, ainda tenta mostrar ânimo, mas sabe que, em nove jogos, não será fácil reverter a atual situação: serão seis jogos fora e três em Ribeirão Preto. O rebaixamento está cada vez mais próximo.


