O Londrina entra em campo ‘sob pressão’ na rodada de hoje da Série A-2 do Campeonato Paranaense. Se o time não ganhar do Comercial, às 15h30, no Estádio Ibirajara Medeiros, em Cornélio Procópio, alguns jogadores não ficarão mais no clube. A ameaça é do vice-presidente de futebol Célio Guergoletto, que promete ir ao vestiário para dirigir uma preleção e cobrar empenho do grupo. ‘‘Só quero que eles dignifiquem e honrem nossa camisa. Aqui, trabalhamos na base do sacrifício para arrumar dinheiro e manter os salários em dia’’, diz o dirigente, que ontem liberou os cheques do mês de fevereiro. ‘‘Pagamos na véspera do jogo para que não arrumem nenhuma desculpa. Custe o que custar, admito apenas um resultado: a vitória’’, reafirmou o dirigente, indiferente ao clima de apreensão que se criou no elenco.
A exemplo do adversário, o Londrina tem apenas dois pontos ganhos. O técnico Paulo Comelli reconhece que, nas atuais circunstâncias, nem o empate interessa. Na estréia, a equipe ficou no 0 a 0 diante do Arapongas.
No derby contra a Portuguesa, também não passou de um dramático 2 a 2 obtido nos descontos. Apesar de tudo, Comelli tem bons motivos para apostar na reabilitação. Um deles: os estreantes Lélis (lateral-esquerdo) e Eraldo (meia), que vieram do Mogi Mirim, mostraram nos treinamentos da semana que podem dar nova cara ao Londrina. ‘‘Os dois não estão no ritmo ideal, mas são muito experientes e podem se superar’’, supõe Comelli.
No coletivo de quinta-feira, o técnico chegou a testar o volante Amarildo improvisado na lateral direita, mas decidiu manter Gilson como titular. Vanderlei Santos, que já sente a ‘sombra’ de Freitas, continua na quarta-zaga ao lado de Ivanildo.
Sem Humberto, contundido, o meio-campo terá Jefferson, Tião e Marco Antonio, que se juntarão a Eraldo no ‘quadrado’.
Na prática, segundo Comelli, Eraldo vai-se transformar em terceiro atacante, recuando para exercer a ligação e encostar em Aléssio e Alex - autores dos dois gols contra a Portuguesinha - na frente. ‘‘É preciso que o meu time se movimente o tempo todo e acerte o posicionamento. Meus laterais também precisam avançar na hora certa’’, afirma o treinador. ‘‘Um de cada vez, claro. Isso aumentaria nossa capacidade ofensiva. Precisamos atacar’’, ele acrescenta.
Desafio - Depois de destacar no São Paulo que Telê Santana dirigiu na temporada 91-92, Eraldo perambulou em diferentes equipes, inclusive o Mogi Mirim. Ele também participou do ‘carrossel caipira’, como era conhecido o time do interior paulista nos tempos de Rivaldo, Valber e Leto.
Eraldo também andou pelo Botafogo do Rio, Ponte Preta, Marília, XV de Jaú, Vila Nova (GO) e Nacional (SP). ‘‘Já vi de tudo na carreira. Um dia, você está aqui. No outro, está lá. Aprendi é que a gente não pode se descuidar nunca. Nem perder a humildade. Disputar a segunda divisão pelo Londrina não me incomoda. Ao contrário, serve como estímulo. É um bom desafio. Se o time sobe, eu subo junto e cresço profissionalmente’’, discursa Eraldo.
O advdersário - No Comercial, o técnico Sérgio Lopes depende da recuperação do quarto-zagueiro Carlos Alberto para definir o time. Reinaldo e Anderson estão cotados para substitui-lo.
Lopes mantém supostas ‘dúvidas táticas’ para montar o meio-campo: Sampei ou Gilmar, Luisinho ou Baiano e Dé ou Baiano. No ataque, André ou Thompson. ‘‘Ainda não sei quem joga. Só vou escalar no vestiário...’’


Comercial (PR)Josoé de CarvalhoTime em ebuliçãoO lateral Gilson, um dos ameaçados de dispensa: vice de futebol diz que só admite a vitória esta tardeNelson Cilo

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